fevereiro 5th, 2016

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Apple tem ideia simples para deixar o iPhone muito melhor

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São Paulo – A Apple fez um pedido de patente nos EUA que pode mudar a maneira como as pessoas utilizam as telas de seus smartphones e tablets. A ideia da empresa é fazer com que as bordas de seus dispositivos se tornem sensíveis ao toque.

A maioria dos displays dos aparelhos lançados nos últimos anos funcionam de maneira similar. É possível digitar, tocar em ícones e realizar todas as tarefas sem o uso de uma tecla física.

O que a Apple quer com sua nova patente é colocar sensores de toque no painel frontal, onde a tela não cobre. Um exemplo seria transformar a borda em uma barra de rolagem. Assim, quando o usuário tocasse lá, ele conseguiria rolar imagens para baixo e para cima, sem encostar no display.

No documento, a empresa revela que esta nova ferramenta é uma maneira de obter mais espaço para a tela sem ter que aumentar o tamanho do dispositivo.

É possível ver utilização para esta patente em gadgets maiores, como o iPad. Afinal, suas bordas são um pouco mais largas e podem ser usadas de diversas maneiras. Em iPhones, o espaço é um pouco menor, já que as bordas laterais são finas e a parte superior também não é tão grande assim.

Não há garantia de que a Apple irá incrementar seus aparelhos com esta nova tecnologia.

Fonte: Exame Abril

janeiro 29th, 2016

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INPI concede patente para sistema de biorreatores desenvolvido pela Embrapa

Fernanda Diniz/Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu no dia 12 de janeiro de 2016 a carta-patente PI 0004185-8 para o sistema de biorreatores desenvolvido pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), localizada em Brasília, DF. Com esse documento, o Estado reconhece publicamente o caráter inventivo da tecnologia, garantindo à Empresa exclusividade para explorar comercialmente a invenção em todo o território nacional por um período de 10 anos. Intitulada “Sistemas de biorreatores para o cultivo de células, tecidos ou órgãos vegetais ou animais ou de células de microrganismos por imersão temporária ou contínua utilizando fonte de pressão positiva ou negativa”, a patente coroa o esforço de mais de 15 anos dos inventores dessa tecnologia: os pesquisadores João Batista Teixeira e Luís Pedro Barrueto Cid (este último já aposentado), que depositaram o pedido junto ao INPI em 28 de agosto de 2000.

O sistema de biorreatores pode ser comparado a uma fábrica biológica de plantas, pois é capaz de multiplicar mudas de forma automatizada em larga escala, a partir de um sistema de frascos de vidro interligados por tubos de borracha flexível, pelos quais as plantas recebem ar e solução nutritiva por aspersão ou borbulhamento.

Existem dois tipos de biorreatores: os de imersão contínua e temporária. O que foi desenvolvido pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia se enquadra na segunda categoria. Segundo o pesquisador João Batista Teixeira, ele apresenta melhores resultados do que os de imersão contínua para a produção de mudas de diversas espécies, como por exemplo, cana de açúcar, abacaxi, banana, morango, café, etc. porque permite uma boa aeração do material e evita o excesso de hidratação do tecido, o que pode resultar no desenvolvimento anormal das mudas cultivadas.

Sistema feito sob medida para a agricultura do Século XXI

O funcionamento automatizado do equipamento reduz custos com mão-de-obra, acelera o ciclo de produção e garante muito mais higiene, segurança e qualidade final às mudas produzidas, pela pouca necessidade de manipulação ao longo do processo de produção.

Além disso, o uso do biorreator contribui para a diminuição de outros gastos relacionados à produção, já que permite um aumento substancial do volume de mudas produzidas em laboratório, sem que haja necessidade de ampliação do espaço ou contratação de pessoal adicional. “Da mesma forma, ajuda a reduzir o consumo de energia elétrica, já que os frascos são esterilizados quimicamente e não por autoclave”, explica João Batista.

Por isso, como explica Teixeira, é uma tecnologia feita sob medida para a agricultura do Século XXI, pois ao mesmo tempo em que garante a produção de mudas de alta qualidade (mais uniformes e vigorosas), prioriza bases sustentáveis, com economia de energia elétrica e de outros recursos, aliando produtividade e sustentabilidade.

Esses predicados garantem ao biorreator espaço em vários segmentos relacionados à produção vegetal, como: fruticultura, produção de plantas ornamentais, reflorestamento, papel e celulose e madeireiras, entre outros. “Como exemplo, destaca-se a produção de mudas de cana de açúcar e café, cuja demanda é cada vez maior e pode ser contabilizada em dezenas de milhões”, comenta o inventor.

Patente vai agilizar a exploração comercial do biorreator

A concessão da carta patente pelo INPI foi muito comemorada por João Batista Teixeira. “Trata-se de um reconhecimento do poder público à nossa invenção e vai agilizar a exploração comercial do equipamento”, explica, lembrando que o documento estimula e facilita o licenciamento por empresas privadas para inseri-lo no mercado. Nem mesmo os mais de 15 anos de intervalo entre o depósito e a concessão da patente desanimaram o inventor. “Principalmente porque o equipamento está cada vez mais atual e em consonância com os anseios de sustentabilidade, cada vez mais fortes na sociedade atual”, finaliza.

Fonte: Olhar Direto

janeiro 22nd, 2016

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INPI lança projeto para agilizar exame de pedido de patentes inovadoras

Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, lançou hoje (19) o projeto “Prioritário BR”. O objetivo principal é garantir que um pedido de patente inovadora depositado originalmente no instituto, mas com depósito equivalente em outro país, receba tratamento prioritário em sua análise.

“A ideia é que consigamos decidir rapidamente, a fim de viabilizar que a empresa que depositou o pedido de patente tenha maior capacidade e poder nas negociações. Estamos falando em transferência de tecnologia ou mesmo para conseguir o licenciamento de sua tecnologia, com a patente concedida pelo INPI”, informou o diretor de Patentes do órgão, Júlio César Moreira.

O diretor acrescentou que, dependendo da área tecnológica e contando a partir da data do depósito, um pedido de patente leva até 11 anos para ser analisado. “É muito demorado para quem tem necessidade de colocar seu produto no mercado e de um contrato celebrado entre a empresa com outra parte.”

De acordo com Moreira, com o “Prioritário BR” o INPI pretende analisar a patente em prazo mais ágil. Segundo ele, a meta é de nove meses a um ano. O diretor afirmou que a proposta é o INPI agilizar o processo, de modo que a empresa coloque seu produto no mercado ou comece a exportar produtos de alto valor agregado protegida pela patente.

Júlio César Moreira disse que o INPI não demora para examinar e decidir um pedido de patente. “Nossa demora está em começar o exame da solicitação de patente, devido ao número de pedidos que aguardam na fila. Uma vez iniciado o exame, decidimos bem rápido.” Atualmente, cerca de 200 mil pedidos de patente estão pendentes. Os mais antigos são da área de tecnologia da informação (TI), que datam de 2000/2001.

“Se levarmos em consideração que nessa área de TI a tecnologia fica obsoleta em três ou quatro anos, precisamos ter mecanismos mais rápidos de resposta e tratar de alguma maneira esse estoque pendente de exames.” Para Moreira, isso pode ser resolvido com a priorização dos exames, como o INPI está fazendo agora, ou com a contratação de pessoal.

Os proprietários de pedidos de patentes mais antigos com primeiro depósito originário no Brasil e em outro país podem se habilitar a participar do projeto Prioritário BR. “Eles terão direito de solicitar o exame. Nesse caso, é só preencher o formulário. O INPI examina a viabilidade ou não, confirma que o depósito do pedido não é só brasileiro e dá um tratamento prioritário.” Para se candidatar ao tratamento prioritário, o dono de pedido de patente não pode ter iniciado o exame no INPI.

Moreira destacou mecanismos de aceleração da Lei da Propriedade Intelectual para casos prioritários. Quando o pesquisador ou empresa deposita o pedido de patente no instituto, eles podem pedir a publicação antecipada e pagar pelo exame antecipado.

“Ao fazer isso e uma vez tendo o pedido depositado no país e no exterior, o solicitante pode pedir um exame prioritário. “Ele sai da fila normal de processamento e vai para uma fila especial, onde é processado rapidamente. Em seguida, damos a resposta que ele precisa sobre proteção ou não do seu pedido de patente.”

De acordo com a assessoria de imprensa do INPI, após a concessão da patente pelo projeto “Prioritário BR”, o solicitante brasileiro poderá pedir a priorização também nos Estados Unidos por meio do projeto ‘Patent Prosecution Highway’ (PPH), iniciado no dia 11 de janeiro. O Brasil estuda ampliar para outros países o PPH.

Edição: Armando Cardoso

Fonte: Agência Brasil

janeiro 15th, 2016

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Fim da linha Galaxy Note? Samsung registra patente que leva S-Pen a outros smartphones

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O segmento de phablets surgiu com o Galaxy Note em 2011. Ele foi o primeiro a não apenas apostar em uma tela grande, mas por trazer a S-Pen, que aprimora o poder multitarefas do aparelho, permitindo executar ações de formas mais simples e rápidas, além de ser interessante para trabalhar com conteúdo web, como edição ou desenhos.

Samsung veio sempre aprimorando a sua linha Note, mas em 2015 não vimos um avanço considerável comprado à geração anterior. A sensação que tivemos é que a empresa está mais focada em sua nova linha Edge, que tem o diferencial de oferecer aparelhos com tela curva nas bordas, além de apps e serviços dedicados para explorar tal curvatura. E se Samsung conseguisse levar a S-Pen para qualquer aparelho? Não seria mais necessário manter a linha Note, e ao mesmo tempo continuaria oferecendo seus diferenciais para o público que curte os benefícios da S-Pen.

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É isso que aponta uma nova patente registrada da empresa. O que podemos ver acima é uma ideia de uma capa especial que traz a S-Pen como acessório. Você conectaria o produto em qualquer smartphone compatível da linha Galaxy e teria um membro Note com todos os benefício da S-Pen. Parece bastante interessante, não?

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Para que você tenha a S-Pen, a capa acaba deixando o celular mais largo, já que o acessório ficaria na lateral direita do aparelho. Além disso, o design resultaria em algo similar ao Galaxy Note Edge, que apresenta tela curva apenas em uma das bordas – o que não deixa claro como a capa é acoplada e se a mesma pode interferir na ergonomia do aparelho. Mas pelo que pode ser visto, a mesma é inserida na parte frontal, cobrindo a tela e gerando o efeito de curvatura.

O Galaxy S7 está chegando no próximo mês, juntamente com o S7 Edge. Com estamos diante de uma patente, tal capa deverá demorar a ser lançada, caso ela realmente chegue a ver a luz do dia. De qualquer forma, será que estamos diante da morte da linha Galaxy Note?

Fonte: Tudo Celular

janeiro 8th, 2016

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Apple patenteia fone de ouvido mais confortável para exercícios físicos

Quem sempre se sentia incomodado ao correr ou fazer qualquer outro exercício físico escutando músicas com um fone de ouvido tradicional da Apple pode ter uma solução muito em breve.

A companhia da maçã registrou nesta semana uma nova patente para um fone de ouvido mais flexível e que não cai das orelhas do usuário quando ele estiver se movimentando.

O desenho descreve um receptor que ficaria envolto em uma camada flexível e ajustável à orelha da pessoa. A patente ainda informa que os fones poderiam ser conectados a um dispositivo sem fio ou por meio de cabo.

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Apesar de não se tratar de algo muito revolucionário quando se fala em bons fones de ouvido, o registro do novo produto demonstra uma evolução para os consumidores do acessório vendido pela Apple, que sempre escorrega das orelhas e costuma causar desconforto. Resta saber se o projeto realmente sairá do papel.

Fonte: Exame Abril

dezembro 18th, 2015

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Empresa registra patente de elevador espacial de 20 km

Toronto – Uma empresa canadense patenteou um elevador de 20 quilômetros de altura que no futuro pode servir para levar veículos e satélites ao espaço de maneira mais econômica.

A companhia Thoth Technology, da cidade de Pembroke, cerca de 150 quilômetros ao noroeste de Ottawa, patenteou em julho nos Estados Unidos o projeto de elevador que visa permitir o lançamento de “um avião espacial de uma só vez diretamente em uma órbita terrestre baixa”.

De acordo com o site da empresa, a base do elevador é “uma torre pressurizada de forma pneumática e guiada de forma ativa sobre sua base” com giroscópios para compensar a pressão do vento.

O plano é fazer a torre com materiais compostos como polietileno, um dos polímeros mais utilizados hoje em dia, e Kevlar. Essa estrutura seria pressurizada com gás, de modo a ser rígida a ponto de suportar objetos de grande peso.

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Brendan Quine, diretor técnico da Thoth Technology e professor de engenharia espacial da Universidade de York (Canadá), disse ao jornal “Toronto Star” que a empresa busca uma parceria com o magnata imobiliário de Dubai, Mohammed Alabbar, para construir a torre.

Quine afirmou que o custo do projeto gira por volta de US$ 5 bilhões e que levará de três a cinco anos para ficar pronta uma torre de demonstração, além de outros três para construir a torre em tamanho real.

Fonte: Exame Abril

dezembro 11th, 2015

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Samsung pode lançar notebook ‘enrolável’, cita patente

por JULIANA PIXININE

A Samsung pode estar trabalhando em um notebook “enrolável”, de acordo com uma patente divulgada na última terça-feira (8). Ao que tudo indica, telas flexíveis são a aposta da fabricante para superar a Apple, sua maior concorrente, já que metade das patentes de dispositivos flexíveis nos Estados Unidos pertencem à empresa sul-coreana.

Em agosto deste ano, por exemplo, foi divulgada uma patente da Samsung ilustrando um smartphone que dobra ao meio.

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A patente, registrada sob o número US D743,960 S, mostra dez figuras de como seria o novo notebook, indicando as vistas frontal, posterior, lateral e em perspectiva do dispositivo, além de imagens exemplificando sua utilização. Ao que podemos perceber, a tela do aparelho fica “escondida”, guardada em uma espécie de caixa protetora, podendo ser puxada quando o usuário desejar.

A tela flexível, aliás, é dividida em duas partes: uma funcionando como terminal de entrada e a outra, como monitor. Ao final da utilização, as telas seriam novamente “empurradas” para dentro da unidade principal. O site Patent Yogi ilustrou como pode ficar o dispositivo já pronto e em funcionamento, como podemos ver no vídeo abaixo. Agora, nos resta esperar para saber se o projeto irá sair do papel.

Enquanto a Samsung possui 50% das patentes de telas flexíveis nos Estados Unidos, a LG vem em segundo lugar com 17%, enquanto a Apple não possui um número considerável de patentes com esse tipo de aparelho. Ou seja, pode realmente ser esse o caminho encontrado pela empresa sul-coreana para se destacar em relação à rival, já que telas flexíveis dão mais liberdade para os designers criarem.

Via Patent Yogi e USPTO

Fonte: Techtudo

dezembro 4th, 2015

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Patente detalha novo smartphone dobrável da Samsung

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Um pedido de patente recente feito pela Samsung pode dar novas pistas do que pode ser seu smartphone dobrável. O projeto, que internamente está sendo chamado de ‘Project Valley’ ou ‘Project V’, pode ser mais do que simplesmente dobrável.

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As ilustrações enviadas junto com a requisição mostram um celular que pode ser, literalmente, enrolado. No documento, a coreana descreve que o smartphone poderia contar com uma tela OLED ou LCD flexível e que o vidro poderia ser substituído por uma película transparente de plástico.

Pelas imagens, é possível observar que o celular, quando estiver em uso, pode dobrar de tamanho.

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A terceira ilustração mostra o smartphone flexível sendo dobrado no topo. Quando fechado, ele poderia exibir atalhos de ações rápidas, como o acesso a aplicativos, como o WhatsApp e o Facebook, e ações, como a realização de ligações ou o envio de mensagens SMS.

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Via Patently Mobile

Fonte: Olhar Digital

novembro 27th, 2015

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Airbus registra avião que iria de SP à Europa em 3 horas

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São Paulo – A Airbus pode revolucionar as viagens aéreas. Ao menos, é o que vai acontecer caso o conteúdo de uma patente registrada pela empresa seja produzido.

O novo conceito de um veículo aéreo está sendo tratado como o “novo Concorde”. Ele atinge velocidade ainda mais alta do que as possíveis com o aposentado Concorde.

A patente foi aprovada para a Airbus no mês passado com o nome “veículo aéreo ultra-rápido e outros métodos de locomoção aérea”. O avião poderia atingir velocidade Mach 4,5. Isso quer dizer que ele voaria a até 4,5 vezes a velocidade do som – ou 5.513 quilômetros por hora.

A ideia é que o novo transporte aéreo possa diminuir drasticamente o tempo de viagens longas – como voos intercontinentais. Um exemplo é de um voo entre Tóquio e Los Angeles, que cairia de dez horas e meia para cerca de três horas. O mesmo tempo seria suficiente para sair de São Paulo e voar até Lisboa, em Portugal.

Para que isso seja possível, o jato proposto pela Airbus usa três métodos de propulsão. São usados ramjets, turbinas a jato e foguetes.

Para decolar do solo, a aeronave usaria duas turbinas a jato, que deveriam ser colocadas sob a fuselagem. A decolagem seria um pouco diferente do tradicional: depois de sair da pista, ele assumiria uma posição vertical para ganhar altitude.

Pouco antes de alcançar a velocidade do som, as turbinas a jato se recolheriam e o avião continuaria ganhando altitude com propulsão dos foguetes, até alcançar cerca de 30.000 metros.

A seguir, já na altitude de cruzeiro, o que move a aeronave são os ramjets – que são utilizados em situações que demandam grande velocidade. São eles os responsáveis por atingir velocidade entre Mach 4 (4.900 km/h) e Mach 4,5 (5.500 km/h). Eles usariam como combustível hidrogênio e oxigênio.

Um grande problema é a baixa capacidade para passageiros. Além de dois pilotos, o avião seria capaz de levar apenas 20 passageiros. Isso deve resultadar em voos extremamente caros, caso um dia eles virem realidade.

A Airbus acredita que a tecnologia poderia ser usada para fins civis e militares. Vale lembrar que assim como outras patentes, não é garantido que a tecnologia chegue a ser produzida ou usada.

Veja abaixo um vídeo (em inglês) produzido pela PatentYogi, mostrando como seria a aeronave.

Fonte: Exame Abril

novembro 20th, 2015

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Brasil tem uma década de atraso em patentes

Pimentel, do Inpi: o desafio é eliminar um atraso de 10 anos

São Paulo — O jurista gaúcho Luiz Otávio Pimentel assumiu uma tarefa espinhosa no dia 11 de agosto. Pesquisador acadêmico há mais de 30 anos, Pimentel acaba de se tornar o presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

No cargo — que permaneceu vago por quatro meses, desde a exoneração do diplomata Otávio Brandelli —, ele terá o enorme desafio de acelerar milhares de processos que se acumulam na fila aguardando aprovação. Em 2007, o tempo médio de espera era de seis anos. Hoje ultrapassa os dez anos.

Um dos maiores especialistas em propriedade intelectual do país, Pimentel é professor de pós-graduação em direito na Universidade Federal de Santa Catarina desde 2000. Na universidade, ajudou nos trâmites de pedidos de patente ao instituto nos últimos anos.

“Atestei, como usuário, as dificuldades do sistema”, diz. De seu escritório na sede do Inpi no Rio de Janeiro, Pimentel contou a EXAME como pretende combater a ineficiência do instituto.

Exame – Neste ano, mais de dez profissionais foram indicados para assumir a presidência do Inpi e nenhum deles topou. Por que o senhor aceitou?

Gosto da oportunidade de dar uma contribuição para o sistema brasileiro de inovação.

Exame – Que situação o senhor encontrou?

Temos uma fila enorme de pedidos. A média está em torno de dez anos de espera. Em casos extremos, como setores de computação e eletrônica, temos pedidos parados há quase 15 anos.

Exame – Qual é a principal razão de tanta demora?

O número de pedidos aumentou e a equipe diminuiu. Em 2007, eram 260 examinadores para 24 840 novos pedidos submetidos naquele ano e mais de 125 000 em espera. A média de tempo para a resposta era de seis anos.

Atualmente, temos 190 técnicos para 33 182 novas solicitações em 2014, e o total de 202 855 aguardando uma decisão. Cada examinador brasileiro recebe anualmente o dobro de processos para análise em relação aos 7 000 examinadores do escritório americano de patentes, o United States Patent and Trademark Office.

Exame – O que aconteceu para que a equipe fosse reduzida?

No papel, poderíamos ter 1.800 funcionários, mas o quadro não passa de 950. Desses, 250 são examinadores de patentes, mas somente 190 estão ativos porque o restante está em cargos de gestão ou afastado por licença médica. Do último concurso realizado em 2014, 140 profissionais foram classificados para ser examinadores, mas ainda não temos autorização para contratá-los.

Se tivéssemos autonomia orçamentária, seria melhor porque temos uma arrecadação relativamente alta. Hoje, se geramos 10% a mais, esse valor vai para o governo, não podemos investi-lo. Mas neste momento não existe um clima político para tentar mudar de autarquia para ser uma organização social.

Exame – Como resolver o problema sem ampliar o número de funcionários?

Como alternativa, estamos analisando a possibilidade de aumentar a atividade em nossos 14 escritórios regionais, nos quais temos 24 servidores. Hoje, eles se dedicam a atividades como orientar inventores independentes e pequenas empresas sobre como preencher formulários. Mas ainda temos de avaliar quantos servidores regionais estão capacitados para atuar como examinadores.

Exame – É possível aumentar a eficiência ao mudar parte do processo?

Acreditamos que sim. Resgatei diversos estudos sobre como agilizar os processos feitos pelo próprio Inpi e também realizados por associações usuárias do sistema, como a Confederação Nacional da Indústria e as associações de propriedade intelectual.

Nos próximos dois meses, discutiremos como adotar as sugestões. Em outubro, vamos iniciar projetos piloto em algumas áreas. Até novembro, os primeiros resultados já deverão começar a aparecer e as melhores práticas deverão virar regra em janeiro.

Exame – Pode dar um exemplo disso?

Vamos aproveitar parte das decisões já dadas por escritórios estrangeiros. Quase 80% de nossos pedidos de patente vêm do exterior e muitas delas já foram concedidas em países onde o sistema de propriedade industrial é muito rigoroso.

Recentemente, durante a visita da presidente Dilma Rous­seff aos Estados Unidos, foi assinado um protocolo de intenções nesse sentido. O escritório americano já tem acordos do mesmo tipo com mais de 20 países, como China, Israel e Rússia.

Em outubro, começaremos um teste com um lote de pedidos de setores da economia em que as inovações são muito rápidas e também se tornam obsoletas mais rapidamente, como o setor de eletrônica. Vamos adotar o critério de observar os relatórios de escritórios em países onde a patente já foi concedida e usar parte das conclusões desse exame em nossos relatórios para ganhar tempo.

Exame – O que mais pode ser feito para aumentar a produtividade?

Melhorar as condições de trabalho dos examinadores. Existem solicitações das associações e do sindicato dos servidores para a introdução de home office. Quem vive aqui no Rio de Janeiro passa de 2 a 4 horas no trânsito. Se tivermos condições jurídicas e técnicas, queremos adotar o modelo.

O trabalho a distância é comum em outros órgãos públicos brasileiros, como a Procuradoria Federal da Advocacia-Geral da União, o Ministério Público, universidades federais e até juízes. O escritório americano de marcas e patentes usa o home office e tenho conhecimento de que está funcionando bem. O que importa é o cumprimento de metas.

Exame – E quais são as metas dos examinadores do Inpi?

O mínimo de processos de patente que cada servidor deve concluir ao ano é 33. Alguns chegam a examinar 60, 80 por ano. Lembrando que eles têm outras atribuições, como conceder pareceres em processos judiciais de quem recorre da decisão do Inpi.

Mas três análises por mês de cada examinador tem sido nossa média e desejamos triplicar esse número depois de uma revisão de todas as etapas de nossos procedimentos. Estou começando um ciclo de conversas com os servidores de cada área para ver se há etapas dispensáveis. Na análise de marcas, a gente trabalha com um índice bem melhor, que é de 16 por dia.

O grande problema é o estoque de pedidos de patente: cada examinador tem 822 processos aguardando uma decisão. Em comparação com outros países, um examinador do escritório dos Estados Unidos tem 75 processos esperando análise, a média europeia é de 92, e a dos japoneses, 121.

Exame – A maioria dos pedidos realizados no Brasil vem de empresas. Mas a proporção, em comparação aos processos vindos de universidades e pesquisadores independentes, é menor do que se vê em países considerados inovadores, como Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul e China. Por quê?

No passado, as empresas brasileiras trabalhavam muito com a inovação fechada. Quando se faz um pedido de patente, é preciso abrir parte da tecnologia, e muitas empresas brasileiras preferem não revelar nada para surpreender os concorrentes.

De 15 anos para cá, o modelo da inovação aberta, com parcerias externas, passou a ser uma opção para reduzir a despesa das empresas com pesquisa e desen­volvimento, principalmente as pesquisas que não são altamente competitivas. Quando as universidades perceberam que trabalhar em pesquisa e desenvolvimento para empresas poderia ser uma fonte alternativa de receita, virou moda registrar patentes.

Mas os pedidos vindos de empresas têm subido e continuam maiores do que os de universidades em números absolutos. O número de pedidos feitos por brasileiros também tem aumentado. Há 30 anos não eram nem 5% do total, hoje já chegam a 20%, o que indica um crescimento do investimento em pesquisa e desenvolvimento da indústria, do comércio e mesmo das instituições de pesquisa no Brasil.

Fonte: Exame Abril

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