janeiro 29th, 2016

nwmidia

(0) Comentarios!

INPI concede patente para sistema de biorreatores desenvolvido pela Embrapa

Fernanda Diniz/Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu no dia 12 de janeiro de 2016 a carta-patente PI 0004185-8 para o sistema de biorreatores desenvolvido pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), localizada em Brasília, DF. Com esse documento, o Estado reconhece publicamente o caráter inventivo da tecnologia, garantindo à Empresa exclusividade para explorar comercialmente a invenção em todo o território nacional por um período de 10 anos. Intitulada “Sistemas de biorreatores para o cultivo de células, tecidos ou órgãos vegetais ou animais ou de células de microrganismos por imersão temporária ou contínua utilizando fonte de pressão positiva ou negativa”, a patente coroa o esforço de mais de 15 anos dos inventores dessa tecnologia: os pesquisadores João Batista Teixeira e Luís Pedro Barrueto Cid (este último já aposentado), que depositaram o pedido junto ao INPI em 28 de agosto de 2000.

O sistema de biorreatores pode ser comparado a uma fábrica biológica de plantas, pois é capaz de multiplicar mudas de forma automatizada em larga escala, a partir de um sistema de frascos de vidro interligados por tubos de borracha flexível, pelos quais as plantas recebem ar e solução nutritiva por aspersão ou borbulhamento.

Existem dois tipos de biorreatores: os de imersão contínua e temporária. O que foi desenvolvido pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia se enquadra na segunda categoria. Segundo o pesquisador João Batista Teixeira, ele apresenta melhores resultados do que os de imersão contínua para a produção de mudas de diversas espécies, como por exemplo, cana de açúcar, abacaxi, banana, morango, café, etc. porque permite uma boa aeração do material e evita o excesso de hidratação do tecido, o que pode resultar no desenvolvimento anormal das mudas cultivadas.

Sistema feito sob medida para a agricultura do Século XXI

O funcionamento automatizado do equipamento reduz custos com mão-de-obra, acelera o ciclo de produção e garante muito mais higiene, segurança e qualidade final às mudas produzidas, pela pouca necessidade de manipulação ao longo do processo de produção.

Além disso, o uso do biorreator contribui para a diminuição de outros gastos relacionados à produção, já que permite um aumento substancial do volume de mudas produzidas em laboratório, sem que haja necessidade de ampliação do espaço ou contratação de pessoal adicional. “Da mesma forma, ajuda a reduzir o consumo de energia elétrica, já que os frascos são esterilizados quimicamente e não por autoclave”, explica João Batista.

Por isso, como explica Teixeira, é uma tecnologia feita sob medida para a agricultura do Século XXI, pois ao mesmo tempo em que garante a produção de mudas de alta qualidade (mais uniformes e vigorosas), prioriza bases sustentáveis, com economia de energia elétrica e de outros recursos, aliando produtividade e sustentabilidade.

Esses predicados garantem ao biorreator espaço em vários segmentos relacionados à produção vegetal, como: fruticultura, produção de plantas ornamentais, reflorestamento, papel e celulose e madeireiras, entre outros. “Como exemplo, destaca-se a produção de mudas de cana de açúcar e café, cuja demanda é cada vez maior e pode ser contabilizada em dezenas de milhões”, comenta o inventor.

Patente vai agilizar a exploração comercial do biorreator

A concessão da carta patente pelo INPI foi muito comemorada por João Batista Teixeira. “Trata-se de um reconhecimento do poder público à nossa invenção e vai agilizar a exploração comercial do equipamento”, explica, lembrando que o documento estimula e facilita o licenciamento por empresas privadas para inseri-lo no mercado. Nem mesmo os mais de 15 anos de intervalo entre o depósito e a concessão da patente desanimaram o inventor. “Principalmente porque o equipamento está cada vez mais atual e em consonância com os anseios de sustentabilidade, cada vez mais fortes na sociedade atual”, finaliza.

Fonte: Olhar Direto

janeiro 22nd, 2016

nwmidia

(0) Comentarios!

INPI lança projeto para agilizar exame de pedido de patentes inovadoras

Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, lançou hoje (19) o projeto “Prioritário BR”. O objetivo principal é garantir que um pedido de patente inovadora depositado originalmente no instituto, mas com depósito equivalente em outro país, receba tratamento prioritário em sua análise.

“A ideia é que consigamos decidir rapidamente, a fim de viabilizar que a empresa que depositou o pedido de patente tenha maior capacidade e poder nas negociações. Estamos falando em transferência de tecnologia ou mesmo para conseguir o licenciamento de sua tecnologia, com a patente concedida pelo INPI”, informou o diretor de Patentes do órgão, Júlio César Moreira.

O diretor acrescentou que, dependendo da área tecnológica e contando a partir da data do depósito, um pedido de patente leva até 11 anos para ser analisado. “É muito demorado para quem tem necessidade de colocar seu produto no mercado e de um contrato celebrado entre a empresa com outra parte.”

De acordo com Moreira, com o “Prioritário BR” o INPI pretende analisar a patente em prazo mais ágil. Segundo ele, a meta é de nove meses a um ano. O diretor afirmou que a proposta é o INPI agilizar o processo, de modo que a empresa coloque seu produto no mercado ou comece a exportar produtos de alto valor agregado protegida pela patente.

Júlio César Moreira disse que o INPI não demora para examinar e decidir um pedido de patente. “Nossa demora está em começar o exame da solicitação de patente, devido ao número de pedidos que aguardam na fila. Uma vez iniciado o exame, decidimos bem rápido.” Atualmente, cerca de 200 mil pedidos de patente estão pendentes. Os mais antigos são da área de tecnologia da informação (TI), que datam de 2000/2001.

“Se levarmos em consideração que nessa área de TI a tecnologia fica obsoleta em três ou quatro anos, precisamos ter mecanismos mais rápidos de resposta e tratar de alguma maneira esse estoque pendente de exames.” Para Moreira, isso pode ser resolvido com a priorização dos exames, como o INPI está fazendo agora, ou com a contratação de pessoal.

Os proprietários de pedidos de patentes mais antigos com primeiro depósito originário no Brasil e em outro país podem se habilitar a participar do projeto Prioritário BR. “Eles terão direito de solicitar o exame. Nesse caso, é só preencher o formulário. O INPI examina a viabilidade ou não, confirma que o depósito do pedido não é só brasileiro e dá um tratamento prioritário.” Para se candidatar ao tratamento prioritário, o dono de pedido de patente não pode ter iniciado o exame no INPI.

Moreira destacou mecanismos de aceleração da Lei da Propriedade Intelectual para casos prioritários. Quando o pesquisador ou empresa deposita o pedido de patente no instituto, eles podem pedir a publicação antecipada e pagar pelo exame antecipado.

“Ao fazer isso e uma vez tendo o pedido depositado no país e no exterior, o solicitante pode pedir um exame prioritário. “Ele sai da fila normal de processamento e vai para uma fila especial, onde é processado rapidamente. Em seguida, damos a resposta que ele precisa sobre proteção ou não do seu pedido de patente.”

De acordo com a assessoria de imprensa do INPI, após a concessão da patente pelo projeto “Prioritário BR”, o solicitante brasileiro poderá pedir a priorização também nos Estados Unidos por meio do projeto ‘Patent Prosecution Highway’ (PPH), iniciado no dia 11 de janeiro. O Brasil estuda ampliar para outros países o PPH.

Edição: Armando Cardoso

Fonte: Agência Brasil

janeiro 15th, 2016

nwmidia

(0) Comentarios!

Fim da linha Galaxy Note? Samsung registra patente que leva S-Pen a outros smartphones

id157260_1

O segmento de phablets surgiu com o Galaxy Note em 2011. Ele foi o primeiro a não apenas apostar em uma tela grande, mas por trazer a S-Pen, que aprimora o poder multitarefas do aparelho, permitindo executar ações de formas mais simples e rápidas, além de ser interessante para trabalhar com conteúdo web, como edição ou desenhos.

Samsung veio sempre aprimorando a sua linha Note, mas em 2015 não vimos um avanço considerável comprado à geração anterior. A sensação que tivemos é que a empresa está mais focada em sua nova linha Edge, que tem o diferencial de oferecer aparelhos com tela curva nas bordas, além de apps e serviços dedicados para explorar tal curvatura. E se Samsung conseguisse levar a S-Pen para qualquer aparelho? Não seria mais necessário manter a linha Note, e ao mesmo tempo continuaria oferecendo seus diferenciais para o público que curte os benefícios da S-Pen.

id157251 id157254 id157257

É isso que aponta uma nova patente registrada da empresa. O que podemos ver acima é uma ideia de uma capa especial que traz a S-Pen como acessório. Você conectaria o produto em qualquer smartphone compatível da linha Galaxy e teria um membro Note com todos os benefício da S-Pen. Parece bastante interessante, não?

id157255

Para que você tenha a S-Pen, a capa acaba deixando o celular mais largo, já que o acessório ficaria na lateral direita do aparelho. Além disso, o design resultaria em algo similar ao Galaxy Note Edge, que apresenta tela curva apenas em uma das bordas – o que não deixa claro como a capa é acoplada e se a mesma pode interferir na ergonomia do aparelho. Mas pelo que pode ser visto, a mesma é inserida na parte frontal, cobrindo a tela e gerando o efeito de curvatura.

O Galaxy S7 está chegando no próximo mês, juntamente com o S7 Edge. Com estamos diante de uma patente, tal capa deverá demorar a ser lançada, caso ela realmente chegue a ver a luz do dia. De qualquer forma, será que estamos diante da morte da linha Galaxy Note?

Fonte: Tudo Celular

janeiro 8th, 2016

nwmidia

(0) Comentarios!

Apple patenteia fone de ouvido mais confortável para exercícios físicos

Quem sempre se sentia incomodado ao correr ou fazer qualquer outro exercício físico escutando músicas com um fone de ouvido tradicional da Apple pode ter uma solução muito em breve.

A companhia da maçã registrou nesta semana uma nova patente para um fone de ouvido mais flexível e que não cai das orelhas do usuário quando ele estiver se movimentando.

O desenho descreve um receptor que ficaria envolto em uma camada flexível e ajustável à orelha da pessoa. A patente ainda informa que os fones poderiam ser conectados a um dispositivo sem fio ou por meio de cabo.

size_590_16_9_20151019-26684-uolxs4

Apesar de não se tratar de algo muito revolucionário quando se fala em bons fones de ouvido, o registro do novo produto demonstra uma evolução para os consumidores do acessório vendido pela Apple, que sempre escorrega das orelhas e costuma causar desconforto. Resta saber se o projeto realmente sairá do papel.

Fonte: Exame Abril