agosto 28th, 2015

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O rei das patentes

No País dos genéricos, o laboratório Cristália investe para se tornar o maior inventor de remédios da indústria farmacêutica brasileira

Por: Rodrigo Caetano

O pesquisador:para o Dr. Pacheco, presidente da companhia, apenas copiar medicamentos estrangeiros não é sustentável ( foto: Thiago Bernardes / Frame, Rafael Hupsel/Agência Istoé)
O pesquisador:para o Dr. Pacheco, presidente da companhia, apenas copiar medicamentos estrangeiros não é sustentável ( foto: Thiago Bernardes / Frame, Rafael Hupsel/Agência Istoé)

O brasileiro é o segundo maior consumidor de medicamentos do mundo, em número de doses, atrás apenas dos chineses. A venda de medicamentos no País movimentou R$ 69 bilhões nos 12 meses encerrados em abril deste ano, o que faz do Brasil um dos seis maiores mercados farmacêuticos do mundo, em faturamento. A força econômica das vendas de remédios, no entanto, não se reflete na área de pesquisa e desenvolvimento dos laboratórios nacionais, negligenciada pela maior parte dos fabricantes ao longo de décadas. Mais de 90% das patentes requisitadas pelo setor farmacêutico junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), no ano passado, vieram de companhias estrangeiras. “A indústria nacional se especializou apenas em copiar medicamentos”, afirma o médico psiquiatra Ogari Pacheco, presidente e fundador do laboratório paulista Cristália. “Esse é um dos efeitos dos genéricos.” Reverter essa lógica desfavorável à indústria nacional é o principal objetivo do Dr. Pacheco, como é chamado o empresário por seus funcionários. Com 76 patentes obtidas nos últimos dez anos, e mais de uma centena de projetos em curso, o Cristália é, atualmente, o maior registrador nacional de patentes farmacêuticas.

Dono de um faturamento de R$ 1,6 bilhão, no ano passado, o laboratório coleciona alguns casos de sucesso no âmbito da propriedade intelectual. O mais recente envolve uma enzima, a colagenase, utilizada na produção de pomadas para o tratamento de ferimentos e no pós-operatório. Com um número restrito de fornecedores internacionais, o Cristália vinha tendo dificuldade para obter a matéria-prima. “Descobrimos que era possível produzir a mesma enzima a partir de bactérias que encontramos aqui no interior de São Paulo”, afirma Pacheco, se referindo à bactéria Clostridium Histolyticum descoberta em uma amostra de terra colhida na cidade de Espirito Santo do Pinhal, a poucos quilômetros da sede da companhia, localizada em Itapira, na região de Campinas. A bactéria brasileira possui, ainda, uma vantagem em relação às estrangeiras: ela é vegetariana. Tradicionalmente, a colagenase é produzida a partir de insumos vindo do gado, o que traz o risco de transmissão de doenças, como a da vaca louca. O método desenvolvido e patenteado pelo laboratório, que consumiu investimentos de R$ 100 milhões, elimina esse risco. A empresa aguarda a liberação da Anvisa para começar a exportar o produto. “Será um grande sucesso”, afirma Pacheco.

A falta de uma cultura voltada para a pesquisa e o desenvolvimento é, segundo Pacheco, a grande barreira para a criação e a descoberta de novos medicamentos no Brasil. “A indústria se acostumou a copiar, porque é mais fácil”, diz. “A questão é que, dessa forma, a fabricante fica muito dependente da capacidade de vender barato, o que é insustentável.” Atualmente, o Cristália produz 50% das matérias-primas utilizadas na fabricação de medicamentos, em seu complexo farmoquímico, que inclui, além das fábricas de remédios e insumos, uma unidade de biotecnologia. Trata-se de um número fora da curva da indústria farmacêutica brasileira, cuja balança comercial registrou um déficit de cerca de US$ 6 bilhões, no ano passado. Suas primeiras aventuras no mundo da propriedade intelectual vieram da área de embalagens. O Cristália possui tecnologias exclusivas para o acondicionamento de substâncias anestésicas, como uma embalagem que garante a assepsia do produto até sua abertura na sala cirúrgica. Essas iniciativas ajudaram o laboratório a se tornar o maior fabricante de anestésicos da América latina.

O tempo necessário para registrar uma patente no Brasil dificulta ainda mais o desenvolvimento do setor, acrescenta o empresário. Atualmente, é preciso esperar uma década para obter uma resposta do INPI. Isso cria um cenário favorável aos laboratórios estrangeiros. Uma patente médica tem prazo de validade mínimo de dez anos. Mas, como a proteção à propriedade intelectual passa a valer a partir do momento em que o pedido é registrado, na prática, esse prazo é de 20 anos no Brasil. Segundo Luiz Otávio Pimentel, presidente do INPI, a falta de profissionais dificulta o aumento da produtividade e a diminuição da fila de pedidos. Atualmente, a entidade conta com 211 técnicos. Outros 140 já passaram em concurso e poderiam começar a trabalhar, mas, em virtude do ajuste fiscal, o governo suspendeu as contratações. Enquanto isso, a indústria se vira do jeito que dá. Para acelerar o processo, o Cristália passou a registrar suas patentes no exterior. Das 76 que possui, apenas quatro foram, originariamente, solicitadas às autoridades brasileiras.

Fonte: Isto É Dinheiro

agosto 21st, 2015

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Samsung quer levar guerra de patentes com a Apple para a Suprema Corte

A Samsung assinou nesta segunda os papéis que levam sua disputa de patentes contra a Apple para a Suprema Corte dos Estados Unidos. Depois de perder o julgamento local, a Samsung tem sido incentivada por quase todas as outras grandes empresas de tecnologia a continuar a luta contra a Apple.

Ainda que a Samsung já seja obrigada a pagar a empresa da maçã pela perca da ação, ele pode ser capaz de virar parte dos danos na Suprema Corte. A coreana já conseguiu reverter a primeira decisão, diminuindo a quantia que ela precisa pagar de 1,05 bilhões para 548 milhões de dólares. Ainda que a apelação da Samsung tenha sido recusada a disputa entre as duas segue com força.

Com o apoio massivo de outras empresas, como o Google, a HP, o Facebook e etc, é possível que a Suprema Corte acabe optando por decidir em voto contrário ao da Apple. Vale dizer, apenas 1% dos casos requisitados são atendidos por esta corte, mas as empresas de tencologia estão confiantes que o problema é grande o suficiente para ser levado em conta.

“A questão aqui presente é de enorme importância para as pessoas que desejam por mais inovação, especialmente no campo da alta tecnologia”, afirmou a Samsung.

A questão toda teve início em 2011, quando a Apple processou a empresa coreana por copiar aspectos específicos do iPhone, incluindo o GUI, painel e parte frontal do telefone, juntamente com vários elementos de software, como gestos, rolagem bounce-back e duplo toque para ampliar.

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O tribunal de primeira instância decidiu que a Samsung anteriormente deveria desembolsar US$ 930 milhões em danos para a Apple. Mas esse montante chegou a ser reduzido para US$ 399 milhões, depois da apelação da Samsung. Os coreanos não aceitaram o resultado e estavam dispostos a tentar tudo para ganhar o caso.

A Samsung se defende alegando que a “Apple não inventou o retângulo”. O seu advogado, Charles Verhoeven, utiliza diversos produtos como prova de que não houve cópia da empresa. Uma das evidências é o LG Prada, um celular com o formato de barra, com uma tela sensível ao toque e que precede o iPhone. Para ele, a Apple se inspirou em outros produtos que já estavam no mercado para criar o seu smartphone. Além de acusar a empresa de violar patentes da Samsung relacionadas à câmera, ao aplicativo de música e a rede 3G que a Apple usava no iPhone e que não foram licenciadas.

Fora isso, a Samsung também mostra os documentos oficiais de registro do seu celular F700 como evidência de que o iPhone não foi copiado – já que este modelo estava em desenvolvimento bem antes do celular da Apple ser apresentado. A Samsung parece determinada a ganhar o caso, e de fato, desde a primeira decisão, que a multava em mais de um bilhão de dólares, os juízes parecem cada vez mais aptos a enxergar o lado da gigante coreana, e a indústria começa a se manifestar a favor dela.

Fonte: Tudo Celular

agosto 14th, 2015

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Confira as marcas que mais registraram patentes entre 2009 e 2013

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Geralmente o que vemos são os desenhos dos futuros (ou não) lançamentos das montadoras nos serviços de patentes existentes no mundo. No entanto, as novas tecnologias e ideias dos fabricantes vão muito além disso nesses registros.

O número de registro é enorme, tendo sido feitos 18 mil em 2009 e 40 mil em 2013. Uma pesquisa revelou a quantidade por marca nesse período, sendo divididos por volume patenteado, tipos de registro, economia, telemática, condução autônoma e assistência à condução.

No geral, Toyota e Bosch lideram entre as empresas do setor. A maioria das patentes é referente a motor, enquanto a Hyundai lidera em economia, a GM em telemática, a Toyota em condução autônoma e a Bosch em sistema de auxílio ao motorista.

Confira abaixo as marcas que mais registraram patentes entre 2009 e 2013:

Marcas

1) Toyota – 6.308
2) Bosch – 4.889
3) Hyundai – 3.777
4) Honda – 3.001
5) Denso – 2.650
6) Seiko Epson – 2.571
7) Daimler – 2.557
8) GM – 2.469
9) Mitsubishi – 1.905
10) Continental – 1.785

Patentes automotivas

1) Propulsão – 36.029
2) Navegação – 23.212
3) Condução – 21.546
4) Segurança – 10.853
5) Entretenimento – 5.649

Economia de combustível

1) Hyundai – 436
2) GM – 429
3) Ford – 323
4) Toyota – 313
5) Honda – 152

Telemática

1) GM – 228
2) Hyundai – 78
3) Marvell – 48
4) LG – 44
5) Denso – 41

Condução autônoma

1) Toyota – 73
2) GM – 45
3) Hitachi – 31
4) Daimler – 27
5) Hyundai – 23

Assistência à condução

1) Bosch – 262
2) Daimler – 148
3) Continental – 100
4) Valeo – 90
5) Audi – 83

[Fonte: Auto Cosmos]

Fonte: Notícias Automotivas

agosto 3rd, 2015

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Google perde ação contra a Microsoft por violação de patentes

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Um tribunal de apelações nos Estados Unidos recusou nesta semana o recurso do Google em uma ação sobre violação de patentes que envolve também a Microsoft. Em 2010, a Microsoft processou a Motorola alegando que a empresa havia violado a obrigação de oferecer licenças para patentes a um custo razoável.

O julgamento realizado em 2012 decidiu que a taxa de royalties adequada era de US$ 1,8 milhão, bem menor do que os US$ 4 bilhões pedidos por ano pela empresa. Insatisfeito, o Google recorreu à decisão.

De acordo com o tribunal de apelações, o valor de licenciamento estabelecido, apesar de ser uma pequena fração do solicitado pela Motorola, é o correto. A corte também determinou que o Google pague US$ 14 milhões à Microsoft por violação de contrato.

Apesar de ter vendido a Motorola para a Lenovo no ano passado, o Google manteve a posse das patentes.

As duas companhias se recusaram a comentar a decisão.

Via Reuters

Fonte: Olhar Digital