janeiro 14th, 2015

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10 brasileiros inovadores que brilharam em 2014

Não são poucos aqueles que colocam na conta de 2014 a pecha de um ano cheio de complicações e problemas. Contudo, talvez com menor cobertura midiática, foi também um ano em que o Brasil brilhou no quesito inovação. Seja para fins sociais, culturais e/ou educacionais, alguns nomes merecem da nossa parte o mais sincero respaldo e agradecimento, justamente pela sua ousadia em experimentar e fazer acontecer, apesar de tudo.

O Hypeness abre espaço nessa Seleção para 10 brasileiros inovadores que brilharam esse ano. Pura inspiração!

1) Lucas Strasburg

Não existe produção de prótese ortopédica no Brasil. Pode-se importar, mas é caro. Uma prótese de membro inferior, por exemplo, sai por uns R$ 5 mil, boa parte disso em impostos. Pensando nisso, um estudante de engenharia mecânica da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo (RS), começou a projetar e fabricar próteses ortopédicas de baixo custo, feitas com plástico reciclado. Sua invenção lhe valeu a indicação pela revista MIT Technology Review esse ano como um dos 10 brasileiros mais inovadores com menos de 35 anos.

Seu grande desafio é conseguir a fabricação em larga escala das próteses que, de acordo com seus cálculos, pode ter um preço final “até 30 vezes menor”.

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Foto: Technology Review

2) Raíssa Müller

Selecionada pelo Village to Raise a Child, programa da Universidade de Harvard que visa tornar conhecidos os projetos de empreendedorismo social de pessoas do mundo todo, essa outra gaúcha de Novo Hamburgo desenvolveu uma espécie de esponja que repele água e absorve óleo.

Sua invenção pode vir a ser utilizada em acidentes de derramamento de óleo no mar ou ainda para limpar rios poluídos, além de permitir que tanto o óleo como o filtro possam ser reutilizados depois.

3) Márcio Sequeira

Sua invenção, o Mola, atingiu o recorde de arrecadação de dinheiro por crowdfunding no Brasil, por meio da plataforma Catarse. Trata-se de um modelo composto por um conjunto de peças moduladas que se conectam por imãs para tornar a abordagem das disciplinas de estrutura nos cursos de arquitetura e engenharia mais palpável e dinâmica.

Com sua invenção, é possível montar mais de 100 configurações estruturais diferentes.

Mola Structural Model from Mola Structural Model on Vimeo

4) Thiago Mundano

Um dos grandes destaques da conferência TED Global, que aconteceu no Rio de Janeiro nesse segundo semestre, coube ao criador do projeto  Pimp My Carroça. Thiago faz grafites em carroças de catadores de produtos reciclados nas ruas. O desejo é que a cidade “enxergue” os catadores e, consequentemente, dê valor a sua atividade.

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Foto: FFW

5) Lorrana Scarpioni

A brasileira é a empreendedora por trás do Bliive, a rede social em que os usuários se cadastram para trocar seu tempo livre. Lá, você oferece uma hora do que sabe fazer de melhor – uma aula de dança, por exemplo – e ganha um timemoney para gastar com os serviços oferecidos por outro usuário.

Falamos dessa incrível rede aqui.

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Foto: Arquivo pessoal Lorrana Scarpioni

6) Anápuáka Muniz Tupinambá Hã hã hãe

Anápuaka é um índio conectado. De etnia Tupinambá e Pataxó, Hã hã hãe saiu da Aldeia Água Vermelha (Bahia) quando tinha 13 anos. Veio para o Rio de Janeiro, onde formou-se em Gestão de Marketing e Jornalismo de Políticas Públicas Sociais.

Hoje, além de gestor da ONG Raízes Históricas Indígenas (RAHIS), ele está à frente da Rádio Yandê, a primeira rádio indígena online do Brasil. No último final de semana, a rádio foi uma das contempladas do Prêmio Brasil Criativo.

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Foto via

7) Davi Braga

Com apenas 13 anos, Davi roubou a cena esse ano na Demo Brasil, evento que reúne empreendedores e investidores no ramo de startups de todo o país. Seu projeto, o List-it, é um sistema que facilita a pesquisa de preços e compra de material escolar. As escolas cadastram o material exigido e os pais podem fazer a pesquisa de preço de cada item e realizar a compra online, ficando a startup com 10% do valor da compra.

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Foto Fleury

8) Osvaldo Tavares

O estudante de engenharia mecânica, de apenas 21 anos, criou um protótipo inovador, que pretende servir como ferramenta para resolver o problema da escassez de água no Nordeste, mais precisamente no Ceará. O experimento retira sais da água a partir da luz solar. Com base nos primeiros testes, a média alcançada foi de 28 litros de água dessalinizadas em um período de 24 horas. Com base nesse valor, estima-se que cada equipamento possa vir a fornecer água potável para até 13 pessoas em uma comunidade isolada.

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Foto Tribuna do Ceará

9) Georgia Gabriela da Silva Sampaio

O diagnóstico da endometriose, doença que acomete um grande número de mulheres, é feito por meio do exame de ultrassonografia, e seu tratamento, que prevê até um processo cirúrgico, é muito restrito. Pensando nisso, e tendo o histórico de uma tia acometida pela doença, que chegou a extrair o útero, Georgia desenvolveu um projeto, também selecionado pelo Village to Raise a Child, que consiste na criação de um método menos invasivo e mais barato, por meio de exame de sangue, para o diagnóstico da doença.

10)   Rodolfo Henrique Fischer

Rodolfo é o responsável pela criação da primeira unidade do Alpapato (Anna Laura Parques para Todos), situado na AACD do Parque da Mooca em São Paulo. Criado em homenagem a filha, Anna Laura, que faleceu em um acidente aos 4 anos de idade, o parque traz consigo algo definido por seu criador como um “novo conceito de acessibilidade”.

É o primeiro e único parque infantil deste tipo no país, com 15 brinquedos adaptados, como balanços, escorregador, trepa-trepa e cama elástica, que acrescentam recursos lúdicos ao processo de reabilitação das crianças.

Fonte: Hypeness

 

janeiro 5th, 2015

nwmidia

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ONG cria livro capaz de purificar centenas de litros de água

A escassez de água é um problema mundial gravíssimo. Porém, utilizar uma fonte de água suja para atender necessidades básicas também é. Você sabia que aproximadamente 3 milhões e 400 mil pessoas morrem a cada ano por conta de doenças associadas ao consumo de água contaminada?

A ONG Water is Life sabia. Mas muitos dos atingidos por esse cenário, não. Nem sequer têm o conhecimento de que a água cheia de micróbios e toxinas que consomem é a causa de suas enfermidades. Para ajudar a resolver essas duas faltas, de água e informação, a ONG criou oDrinkable Book.

Como o nome já indica, é um livro que pode ser bebido. Desenvolvido em parceria com aCarnegie Mellon e a Universidade da Virginia, o livro traz orientações sobre saneamento, higiene e condições básicas para o consumo de água. E as próprias páginas servem de filtro para tratar as impurezas do líquido.

As folhas são revestidas com nanopartículas de prata, que ajudam a manter doenças como cólera, febre tifoide e E. coli à distância. Segundo os desenvolvedores da tecnologia, é possível ter uma redução de 99,9% nas bactérias depois que a água passa por elas. Cada página custa em torno de 10 centavos de dólar para ser produzida e é capaz de prover até 100 litros de água limpa. Como o livro inteiro tem 20 páginas, o abastecimento pode durar por vários meses.

Países como Haiti e Quênia já estão recebendo exemplares da obra, que vem acompanhada de um recipiente para ajudar na filtragem. E o que fica desse exemplo inovador é a certeza de que muitos problemas podem ser combatidos com boas ideias e iniciativa, mais do que com rios de dinheiro.

Assista ao vídeo abaixo (em inglês) e saiba mais sobre esse livro revigorante:

 

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Fonte: Hypeness