setembro 23rd, 2014

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McDonald's registra o nome 'McBrunch'

Empresa deve começar a competir com mais força no negócio dos cafés da manhã.

Divulgação

Egg Cheese Bacon, do McDonald's

Egg Cheese Bacon, do McDonald’s: empresa registrou o nome “McBrunch”

São Paulo – O McDonald’s deu um passo importante em direção a uma nova estratégia de negócios: a empresa registrou o nome “McBrunch”.

O brunch se refere à refeição que fica entre o café da manhã e o almoço.

A rede de fast food é famosa, claro, por seus hamburgueres e batatas, mas há um tempo investe no menu do café da manhã: Egg McMuffin, Egg Cheese Bacon, croissants e cafés, para citar alguns exemplos.

Atualmente, a refeição matinal é o segmento que mais cresce dentro da empresa. Ela é líder na categoria, mas tem suado para ficar na frente de concorrentes como Starbucks e Taco Bell.

O Burger King tentou um menu brunch em algumas lojas nos EUA, mas a ideia nunca foi para a rede nacional.

Isso não quer dizer, contudo, que um novo menu de brunch será lançado nos EUA. Segundo a porta-voz do McDonald’s, Lisa McComb, em entrevista ao USA Today, é cedo para especulações:

“Pretendemos usar a marca registrada de maneira aplicada em nossos negócios, mas não podemos passar detalhes sobre quando ou como isso irá acontecer”, disse.

Em 2001, a empresa já tinha entrado com um pedido para registrar o nome, mas voltou atrás um tempo depois, abandonando a ideia.

Agora, o registro foi confirmado no US Patent & Trademark Office.

Fonte: Exame Abril 

setembro 10th, 2014

nwmidia

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Brastemp entra na briga das cápsulas

A empresa quer desenvolver um equipamento capaz de fazer 10 tipos de bebida – entre elas, café, suco, chá quente, chá gelado, refrigerante, frapês, energéticos.

Divulgação/Brastemp

Brastemp B.blend

As vendas da máquina da Brastemp, batizada de B.blend, devem começar até o fim do ano

São Paulo – A Brastemp lançou na terça-feira, 26, em São Paulo, sua primeira máquina debebidas. Assim como a Nespresso, que ganhou mercado com sua máquina de fazer café expresso, a empresa quer entrar na casa do brasileiro com um equipamento capaz de fazer 10 tipos de bebida – entre elas, café, suco, chá quente, chá gelado, refrigerante, frapês, energéticos.

A máquina – desenvolvida pela equipe brasileira da Whirlpool (dona da Brastemp de da Consul), será fabricada em Joinville (SC) e, depois, exportada para as filiais.

A batalha para dividir a atenção dada ao café, dentro de casa, com outras bebidas não é exclusiva da Brastemp. Em fevereiro deste ano, a Coca-Cola mostrou claramente sua intenção de entrar nesse mercado. A fabricante de refrigerantes fechou um acordo para comprar 10% da empresa de cápsulas e máquinas de café e bebidas quentes Green Mountains Coffee Roasters por US$ 1,25 bilhão.

À época, as companhias informaram que tinham a intenção de lançar uma máquina para bebidas geladas, com e sem gás, em outubro. Chás, sucos e refrigerantes estariam entre elas. A Coca-Cola não informou se a previsão de lançamento se mantém.

As vendas da máquina da Brastemp, batizada de B.blend, devem começar até o fim do ano. A empresa não informou ainda o preço da máquina e das cápsulas.

A Brastemp também não descarta se vai adotar o modelo de assinatura com as cápsulas, assim como fez com o purificador de água. O serviço de assinatura de purificador de água da Brastemp, por exemplo, custa a partir de R$ 49,90 por mês e inclui instalação, manutenção e reparos da máquina.

Com o novo produto, a Brastemp fala em revolucionar o mercado de bebidas com foco na individualidade e na mudança de perfil das famílias. “Acabou a ditadura da caixinha e da garrafa”, disse o presidente da Whirlpool América Latina, João Carlos Brega. As cápsulas, segundo a empresa, terão esquema de distribuição para entrega na casa do consumidor.

Eduardo Terra, sócio da BTR Consultoria, vê na estratégia da Brastemp e da Coca-Cola uma tentativa de levar à casa do consumidor a mesma experiência “premium” proporcionada pela Nespresso e outras máquinas. “Isso se soma aos preços altos nos supermercados e restaurantes, no Brasil, e a uma onda de consumo que busca alternativas à industrialização.”

A Brastemp diz que vai firmar parcerias com fornecedores de bebidas para criar um portfólio de cápsulas com diversas marcas, conhecidas ou novatas. Entre as cápsulas já prontas, há uma de “suco natural” em que o pó vem da fruta desidratada.

Negócio

Ao criar B.blend, a fabricante de eletrodomésticos não espera que o dinheiro venha principalmente da venda do equipamento. “Esse negócio não é de venda de máquina”, destacou o presidente da Whirlpool América Latina.

As cápsulas são o principal interesse da companhia – este é, aliás, o negócio da Nespresso. Uma pesquisa da consultoria Nielsen mostra que o consumo de cafés em cápsulas aumentou 46,5% entre 2012 e 2013. Ainda assim, apenas 0,6% dos domicílios do Brasil possuem uma máquina – o que mostra que há espaço de sobra para crescer.

Os desafios da Brastemp, no entanto, deverão ser grandes, na avaliação do especialista em alimentos e bebidas Adalberto Viviani. “Fazer refrigerante em casa é uma mudança de hábito muito grande”, diz. “Será preciso um argumento muito forte para convencer o consumidor de que vale a pena.”

Além disso, para Viviani, o sucesso que as máquinas de café fizeram entre os consumidores dificilmente deve ocorrer com máquinas que fazem diversos tipos de bebida. O especialista diz que a máquina de café ganhou essa notoriedade por ser um símbolo de status e levar para casa “a experiência de consumo daquele café especial consumido no restaurante”.

A B.blend é fruto de quatro anos de pesquisas feitas no Brasil, o segundo mercado da Whirlpool no mundo, atrás apenas dos EUA. Para lançar a máquina, a empresa fez uma parceria com a empresa europeia do segmento de bebidas Bevyz, responsável pela licença das cápsulas da B.blend. O produto exigiu 13 patentes nacionais e três de parceiros da Whirlpool.

Fonte: Exame Abril 

 

setembro 2nd, 2014

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Justiça reconhece a patente brasileira do Bina

 

Criador do sistema que identifica quem faz ligações telefônicas relata os 20 anos de disputas judiciais que enfrentou

João Bosco Rabello

BRASÍLIA – Depois de 20 anos de disputa judicial com as operadoras de telefonia, o inventor mineiro Nélio Nicolai, 72 anos, começa a obter reconhecimento oficial por seu principal invento: o Bina, aplicativo que permite identificar previamente as chamadas telefônicas, nos aparelhos fixos e celulares.

As operadoras Claro/Americel e Vivo são as primeiras a se manifestarem: a primeira, em razão de composição judicial, que extinguiu o processo movido pela Lune (empresa de Nélio), e a segunda por condenação judicial, determinando a indenização, o que deverá provocar medidas judiciais similares envolvendo operadoras que utilizam o Bina, o segundo invento brasileiro efetivamente universalizado. O primeiro foi o avião, por Santos Dumont.

Somente no Brasil, o Bina custa mensalmente a cada assinante R$ 10 ou US$ 6. E são 256 milhões de celulares com esse serviço no País, o que produz faturamento mensal de R$ 2,56 bilhões. Isso apenas no Brasil.

A decisão da 2.ª Vara Cível de Brasília determina que a Vivo pague em juízo “o correspondente a 25% do valor cobrado pela ré por conta do serviço de identificação de chamada para cada usuário e em cada aparelho”.

Nélio é ainda autor de mais quatro inventos incorporados mundialmente à telefonia: o Salto (sinalização sonora que indica, durante uma ligação, que outra chamada está na linha), o sistema de Mensagens de Instituições Financeiras para Celular, que permite o controle de operações bancárias via celular; o Bina-Lo, que registra chamadas perdidas; e o telefone fixo celular.

Não há hoje, em todo o planeta, quem fabrique um telefone, celular ou fixo, sem inserir a maioria desses recursos. Como se trata de invento patenteado, esse uso, nos termos da Lei de Patentes, em todo o mundo, precisa ser remunerado, seja como transferência de tecnologia e/ou royalty.

Mas não foi, embora o Bina tenha conferido ao seu inventor duas comendas internacionais: um Certificado e uma Medalha de Ouro do World Intellectual Property Organization (Wipo), reconhecendo e recomendando a sua patente, além de um selo da série Invenções Brasileiras, concedido pelo Ministério das Comunicações.

A conquista ocorre, por ironia, exatamente quando acaba de cessar a vigência (20 anos) da patente de seu invento, em 7 de julho passado. A patente resistiu a todas as tentativas de anulação que lhe moveram na Justiça as operadoras e fabricantes multinacionais e os direitos gerados naquele período são agora irreversíveis.

Ao Estado, Nélio contou sua epopeia pessoal, sem apoio do Estado brasileiro. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Como chegou ao acordo?

Graças a Deus e à minha determinação solitária de não ceder. Lutei praticamente sozinho. Não foram poucas as pessoas, que, nesse período, diante da indiferença dos sucessivos governos brasileiros e das ameaças que recebi, me aconselharam a desistir. Fui até mesmo ridicularizado por advogados, autoridades e jornalistas. Mas jamais perdi de vista esse direito, que não é só meu, mas do povo brasileiro, privado dos royalties milionários que os meus inventos proporcionam às multinacionais que o usam sem pagar.

Os advogados não acreditavam na causa?

Perdi a conta de quantos tive. Muitos desistiram diante das dificuldades, deixando de acreditar na possibilidade de uma vitória. Houve inclusive traições. Tive, porém, a sorte de encontrar um advogado experiente e competente, o dr. Luís Felipe Belmonte, que, após constatar a consistência do meu direito, desmontou, com argúcia e paciência, todas as manobras regimentais dos advogados oponentes.

Como e quando surgiu o Bina?

Inventei a primeira tecnologia Bina em 1977, quando trabalhava na Telebrasília. Fui inicialmente parabenizado, mas a seguir hostilizado. O Departamento Jurídico da empresa recusou-se a auxiliar no registro da patente, que providenciei, por conta própria, em 1980. Acabei demitido em 1984, por insistir na adoção do Bina e do Salto. Depois que saí, as duas invenções passaram a ser comercializadas por uma quantia mensal que, em reais, correspondiam respectivamente a R$ 10 e R$ 2,90.

Quando começaram as violações generalizadas?

Inventei e patenteei a segunda tecnologia Bina em 1992. A Telebrás em 1993 padronizou o seu uso (Pratica 220-250-713). Procurado por várias empresas, em 1997, optei por assinar contrato de transferência de tecnologia, em parceria com a Ericsson, à Intelbras (empresa brasileira e minha maior decepção) e à Telemar, por acreditar na seriedade aparente dessas empresas. Em 1997, o novo sistema Bina foi mundialmente implantado, também em telefonia celular, sem respeito à patente. Em 1998, não tive outro recurso senão ir ao Judiciário. Acionei primeiramente a Americel, em Brasília, em março de 1998. Fui vitorioso em primeira e segunda instâncias. Em 2002, foi proferida a sentença confirmatória, pelo TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios).

E por que não lhe pagaram?

Não só não pagaram como me fizeram mergulhar num pesadelo judicial: a Intelbras e todas as multinacionais (fabricantes e empresas operadoras) se uniram para anular a patente. Cobraram, em 2003, da Ericsson, a venda de uma tecnologia que não lhe pertencia (os editais das multinacionais especificavam: BINA=220-250-713). E a Ericsson, mesmo tendo contrato comigo, tentou sumir com o cadáver, e foi ao Tribunal Federal Justiça, da 2.ª Região, no Rio de Janeiro, pedir nulidade da patente brasileira. De vítima, passei a réu. O advogado da Ericsson, que, paradoxalmente, é também presidente da ABPI (Associação Brasileira Propriedade Intelectual) e integra o Conselho Antipirataria do Ministério da Justiça, conseguiu “suspender, à revelia” todos os direitos relativos ao meu próprio invento, até a decisão final da Justiça. Me vi numa situação surreal: não recebia, nem podia dispor do que me pertence. A outra parte podia. O dr. Belmonte fez ver o absurdo da situação: ingressou com um embargo de declaração contra esse parecer, que legitimou o uso do Bina sem ônus, até que o litígio um dia se resolvesse. Com esse acordo, acredito que tudo isso irá desmoronar.

Por que não recorreu ao Conselho Antipirataria, do Ministério da Justiça?

Claro que recorri, desde 2003, mas nunca fui recebido. E gostaria que alguém me explicasse, por que nós, portadores de patentes brasileiras, somos tratados assim. Em todas as vezes que tentei, fui apenas orientado verbalmente a procurar o Poder Judiciário, enquanto as empresas estrangeiras, que têm toda uma estrutura de defesa de seus alegados direitos, não.

Por que não recorreu a instituições internacionais de inventores?

Por idealismo, quero ser reconhecido no meu País. Mas o reconhecimento começou lá fora. Em 1998, o U.S. Patent and Trademark Office, escritório federal americano que registra marcas e patentes, se surpreendeu com a informação de que o Bina e o Salto haviam sido inventados por mim. Sabe o que me disseram lá? “Alguém deve estar ganhando muito dinheiro nas suas costas. Aqui, você seria uma celebridade e bilionário.” Nos Estados Unidos, já são 65 milhões de Binas fixos, com o usuário pagando US$ 4 por mês. O governo tem de defender este patrimônio do povo brasileiro. Mas acredito que a Justiça começou, enfim, a ser feita.

Fonte: Estadão