julho 31st, 2014

nwmidia

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Airbus patenteia cabine de piloto sem janelas para aviões

A Airbus patenteou um projeto de cabine que pode ser localizada em qualquer parte da aeronave e não tem janelas – mas sim telas e projeções.

São Paulo – A Airbus patenteou nos Estados Unidos um novo tipo de cabine de avião. Na estrutura, as janelas dão lugar a painéis eletrônicos de visualização.

De acordo com a Airbus, a razão para a mudança é o fato do vidro usado na janelas da cabine influenciar negativamente na estrutura e aerodinâmica do avião.

“Uma superfície envidraçada tão pesada quanto esta requer numerosos reforços estruturais para ser posta no lugar, o que aumenta ainda mais a massa da aeronave”, afirmam os criadores Jason Zaneboni e Bruno Saint-Jalmes no texto da patente.

Nova cabine

Segundo a Airbus, a nova cabine poderia estar localizada em diversos pontos do avião – como cauda e bagageiro.

Nela, telas e projeções proporcionariam ao piloto uma visualização completa do que está em torno da aeronave e forneceriam a ele ferramentas para pilotar.

“O objetivo dessa versão é imergir o piloto em um universo tri-dimensional, no centro da ação”, afirmam os criadores. De acordo com eles, a novidade não traria apenas consequências técnicas, mas também financeiras.

“A invenção permite o aumento da carga útil da aeronave e a melhora de seu resultado operacional para a empresa de aviação”, afirma o texto da patente. Em outras palavras, isso representa um maior retorno financeiro para a companhia que opera o avião.

Embora tenha patenteado o projeto, a Airbus ainda não tem previsão de quando testará a novidade em alguma de suas aeronaves. Por isso, o avião sem janelas na cabine ainda deve demorar a decolar.

Fonte: Exame Abril 

julho 11th, 2014

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Fabricante de elétricos Tesla acusa chinês de roubar nome

Zhan Baosheng, que se apresenta como o fundador de um site de cosméticos, tinha patenteado em 2009 o nome “Tesla” junto às autoridades chinesas

Carro totalmente elétrico da montadora Tesla é visto em 14 de janeiro de 2014, em Detroit

Carro totalmente elétrico da montadora Tesla é visto em 14 de janeiro de 2014, em Detroit

Pequim – A fabricante americana de carros elétricos Tesla, que chegou recentemente à China, acusou um empresário chinês de ter “roubado” o nome de sua marca e rejeitou a queixa apresentada por ele por “violação de propriedade intelectual”.

Zhan Baosheng, que se apresenta como o fundador de um site de cosméticos com sede em Cantão (sul), tinha patenteado em 2009 o nome “Tesla” junto às autoridades chinesas, segundo o jornal financeiro Diyi Caijing.

Ao considerar que somente ele possui os direitos de utilização da marca, Zhan denunciou a construtora americana de mesmo nome em um tribunal de Pequim, e exigiu que o grupo fechasse seus espaços de exposição e seus postos de recarga, encerrando suas vendas e atividades comerciais.

O empresário pediu, ainda, à Tesla uma “indenização” de 23,9 milhões de iuanes (2,8 milhões de euros), segundo o jornal.

A fabricante americana, que tinha feito campanha na China para promover seu veículo Model-S com bateria elétrica, rejeitou a denúncia e indicou que acaba de apresentar duas ações contra o empresário.

“Ninguém pode legitimamente questionar o fato de que a Tesa foi criada e tenha utilizado essas marcas muito antes de a Zhan tentar roubar nosso nome na China”, informou o grupo americano em um comunicado.

Fonte: Exame Abril 

julho 1st, 2014

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Por que é essencial registrar a marca do seu negócio

Registrar sua marca pode ser a decisão mais importante na história de uma empresa.

 Mulher trabalhando em casa

Os mundos possíveis criados pelas marcas ajudam o indivíduo a “dar sentido” à sua experiência individual e a alimentar sua imaginação social. Eles permitem recombinar estes elementos e construir por sua vez, um horizonte de sentido para sua vida cotidiana, para suas ambições e para seus desejos. (Andrea Semprini)

Marca é toda palavra, conjunto de palavras ou letras, figura, combinação de cores ou qualquer outro sinal usado por uma pessoa ou empresa para identificar os seus produtos e serviços, de forma a distingui-los daqueles de seus concorrentes.

Em sentido mais amplo, um odor ou som característico também podem exercer a função de marca, como o aroma do perfume Chanel No. 5, criado em 1921 por Ernest Beaux a pedido da estilista Coco Chanel, ou o ronco de uma motocicleta Harley Davidson. A lei brasileira, entretanto, só permite o registro como marca dos sinais visualmente perceptíveis, o que exclui as marcas olfativas e sonoras.

Como a função da marca é individualizar um produto ou serviço no mercado para que possam ser identificados pelos consumidores e por eles associados a um determinado fabricante, comerciante ou prestador de serviço, os sinais que não exercem essa função não podem ser registrados.

É o caso das expressões que designam o próprio produto (ex: aguardente de cana) ou que são comumente utilizadas para esse fim (cachaça ou pinga, para ficarmos no mesmo exemplo), as expressões que indicam uma característica ou procedência (ex: suave, brasileiro), os termos técnicos e outros.

Também não pode ser registrado como marca aquilo que a lei protege sob outra forma, como o nome civil de uma pessoa sem a sua expressa autorização e as obras protegidas por direito de autor.

A lei também proíbe o registro de bandeiras, emblemas, monumentos públicos, moedas, cédulas e outros bens de caráter oficial, nacionais ou estrangeiros, de palavras e figuras contrarias à moral e aos bons costumes, que ofendam a imagem e a dignidade das pessoas, que atentem contra as crenças e cultos religiosos, que tenham cunho preconceituoso ou que instiguem a violência e a discriminação de pessoas ou raças.

Tampouco podem ser registrados as letras, algarismos e datas isoladamente, a menos que revestidos de forma distintiva, assim como as cores e suas denominações, salvo quando formarem um conjunto característico.

Quanto à sua natureza, a marca pode ser de produto, de serviço, de certificação (ex: ISO) ou coletiva (aquela usada para identificar produtos ou serviços provenientes de pessoas de uma mesma entidade, como as cooperativas).

Em relação à forma de apresentação, as marcas podem ser nominativas, figurativas, mistas (conjuntos formados por caracteres alfabéticos e/ounuméricos + figuras) ou tridimensionais.

O órgão encarregado para conceder o registro de marcas é o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), com sede no Rio de Janeiro e delegacias regionais em diversas capitais.

Mas será que as marcas precisam ser registradas para gozarem de proteção legal? A resposta é não. O registro confere ao titular um direito de propriedade sobre a marca e lhe assegura um monopólio de uso em relação aos produtos e serviços que a marca identifica, ou a outros produtos e serviços que tenham afinidade mercadológica.

Dessa forma, uma marca que identifica carnes não pode ser usada por outra pessoa como marca de uma churrascaria. Mas mesmo se a marca não estiver registrada é protegida pelas normas que regem a concorrência desleal. Para tanto a marca deve estar presente no mercado há algum tempo e de forma a ter criado um elo de identificação com os consumidores.

Um concorrente não pode fazer uso da mesma marca, ou de outra substancialmente parecida, pois isso pode induzir os consumidores a erro, acreditando que os produtos por ela identificados têm a mesma origem.

Coincidências existem, mas o concorrente que copia a marca do outro, já conhecida no mercado, normalmente age de forma intencional, com o intuito de desviar para si a clientela do outro. É uma prática concorrencial desleal, que a lei não tolera.

A lei também assegura ao usuário anterior um direito de precedência para registrar a sua marca quando outra pessoa deposita no INPI um pedido de registro de marca igual ou semelhante para a mesma categoria de produto ou serviço. Esse direito tem que ser exercido quando o pedido requerido pelo terceiro for publicado, por meio da apresentação de oposição e do depósito da marca pelo usuário anterior.

Apesar de tudo o que eu disse acima, recomendo o registro, uma vez que ele confere ao usuário da marca um direito oponível contra terceiros, independentemente de qualquer outra comprovação. Marcar é fundamental e proteger a marca é importante para dar segurança ao investimento realizado.

Fonte: Exame Abril