agosto 28th, 2013

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Apple é a mais afetada pelos 'trolls de patentes'

(Foto: Reprodução)

A Apple é a empresa preferida dos “trolls de patentes” que atuam junto ao mercado de tecnologia dos Estados Unidos. São empresas de fachada que existem apenas para reclamar sobre supostas violações cometidas por outras companhias que incomodam tanto que até o presidente Barack Obama já se pronunciou prometendo acabar com esse mercado alternativo.

Entre 2008 e 2012, a marca da maçã foi processada 165 vezes pelos trolls, sendo que 44 ações foram abertas no ano passado. A segunda mais incomodada com isso é a HP, que foi alvo de 143 ações, seguida pela Samsung, com 123.

Reprodução

Responsável pelo levantamento que chegou a esses números, o advogado Michael Brody, da Winston & Strawn, disse ao TechHive que 5% das exportações dos EUA em 2009 correspondiam à venda ou licenciamento de patentes; é um mercado de US$ 89,9 milhões construído na base da invenção que sofre constantemente com o abuso dos oportunistas.

Isso acontece graças ao boom da indústria tecnológica, responsável pelo aumento do número de patentes abertas no país. Se em 1990 se registravam 15 mil direitos por ano, hoje são mais de 65 mil.

Fonte: Olhar Digital

agosto 26th, 2013

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Laboratório Amgen compra Onyx Pharmaceuticals por US$10,4 bi

Acordo de cerca de US$10,4 bilhões é investida para melhorar linha de produtos diante da queda na venda de drogas contra anemia.

Amgen

Amgen: aquisição representa o quinto maior negócio de biotecnologia da história e dá à Amgen plenos direitos sobre a Kyprolis

Nova York – A Amgen fechou um acordo para comprar o laboratório de medicamentos para câncer Onyx Pharmaceuticals por cerca de 10,4 bilhões de dólares, numa investida para melhorar sua linha de produtos diante da queda na venda de drogas contra anemia, seus principais produtos.

A aquisição representa o quinto maior negócio de biotecnologia da história e dá à Amgen plenos direitos sobre a Kyprolis, nova droga para mieloma múltiplo que analistas esperam alcançar vendas anuais superiores a 2 bilhões de dólares.

A maior empresa de biotecnologia do mundo também vai ganhar um fluxo de receita a partir do Nexavar, remédio para câncer de fígado que a Onyx divide com a Bayer AG, bem como pagamentos de royalties sobre o novo medicamento da Bayer para câncer de cólon, o Stivarga. A empresa também obterá potenciais futuros royalties sobre uma droga experimental contra o câncer de mama que está sendo desenvolvida pela Pfizer.

A Amgen tem enfrentado uma pressão crescente para reforçar sua linha de desenvolvimento de novos medicamentos, com questões de segurança reduzindo a venda das drogas contra anemia Aranesp e Epogen, carros-chefes da empresa.

Além disso, as patentes de quatro de seus cinco medicamentos mais vendidos começam a expirar a partir de 2015.

Medicamentos contra o câncer entraram com tudo no radar das farmacêuticas porque os produtos atuais têm eficácia limitada e as empresas podem cobrar preços elevados para novos tratamentos biotecnológicos.

A Amgen anunciou que vai pagar 125 dólares por ação da Onyx, um aumento de 4,2 por cento em relação à proposta de 120 dólares por papel feita em junho.

As empresas esperam que a transação seja concluída no início do quarto trimestre, com impacto no lucro líquido ajustado da Amgen em 2015.

Fonte: Exame Abril

 

agosto 22nd, 2013

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O registro de patente feito no Brasil vale em outros países?

Primeiramente, em relação à proteção do seu invento, informamos que para fazer valer o direito do invento é necessário depositar um “pedido de patente” que, depois de devidamente analisado por um examinador de patentes poderá se tornar uma patente válida em todo o território nacional.

Sobre as regulamentações internacionais que facilitam a utilização do sistema de patentes, foi assinado, em 1970, o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT) com a finalidade de aperfeiçoar os meios de cooperação entre os países industrializados e os em desenvolvimento.

Com a ampliação do comércio internacional, os países desenvolvidos foram levados a estabelecer mecanismos que fossem capazes de impedir a cópia dos produtos expostos nas feiras industriais, que passaram a ser frequentes na metade do século XIX. Houve então a regulamentação da propriedade industrial em termos internacionais que culminou com a Convenção da União de Paris (CUP). Um dos princípios básicos regulados pela CUP é a prioridade unionista. Assim, ficou estabelecido que qualquer pessoa que deposite um pedido de patente de invenção, modelo de utilidade ou desenho industrial em um país da União tem o direito de reivindicar prioridade em todos os países da União dentro de um prazo determinado, durante o qual o seu pedido não poderá ser invalidado por atos de outras pessoas. Tal prioridade deverá ser reivindicada no ato do depósito no prazo de doze (12) meses para Privilégio de Invenção (PI) e Modelo de Utilidade (MU) e seis (06) meses para Desenho Industrial.

Isso equivale a dizer que se trata de uma salvaguarda, por um prazo determinado, fornecida ao inventor que depositou seu pedido em um dos países membros da União, garantindo que a novidade de um pedido depositado em um dos países membros não será prejudicada por qualquer pedido idêntico ou por sua publicação, uso, exploração ou concessão da patente.

Fonte:  Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios

agosto 20th, 2013

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Apple consegue proibição de vendas da Samsung nos EUA

Allison Joyce/Getty Images

Pessoas manuseando um smartphone  Samsung Galaxy S IV, com Android, em Nova York, Estados Unidos

Pessoas manuseiam smartphone da Samsung: a empresa sul-coreana perdeu disputa judicial nos EUA contra a rival Apple.

Nova York – A Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC) proibiu nesta sexta-feira o grupo sul-coreano Samsung de importar e vender nos Estados Unidos alguns de seus aparelhos eletrônicos que, segundo esta agência federal, violam as patentes da rival norte-americana Apple.

A USITC publicou em seu site uma decisão “que proíbe a Samsung Electronics America e a Samsung Telecommunications America continuar importando, vendendo e distribuindo artigos que violam” certas patentes do grupo de informática norte-americano.

A Apple, com sede na Califórnia, que entrou com um processo na Comissão em agosto de 2011, não obteve, contudo, uma vitória total: a USITC conclui que a Samsung tinha infringido somente duas de suas patentes, enquanto a Apple acusava a empresa sul-coreana de quebrar seis licenças.

A decisão se tornará efetiva depois que o prazo expirar, durante o qual o presidente Barack Obama pode vetá-la.

Este direito é muito pouco utilizado, mas o governo lançou mão dele no sábado, pela primeira vez desde 1987, para cancelar outra decisão da USITC.

A questão também era relacionada a um conflito entre Apple e Samsung, mas eram os aparelhos do grupo norte-americano que tinham sido proibidos para a venda, porque a USITC considerou que violavam as patentes da empresa sul-coreana.

Fonte: Exame

agosto 14th, 2013

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INPI começa a se adequar ao Protocolo de Madrid

Por Bárbara Mengardo | De São Paulo

Vinte e quatro anos depois da edição do Protocolo de Madrid, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) começa a dar os primeiros passos para se adequar ao acordo internacional para registro de marcas, enquanto aguarda uma decisão sobre a adesão do Brasil ao tratado. O órgão pretende reforçar seu quadro de funcionários e, até o fim do ano, abrir a possibilidade de registro de marcas em mais de uma classe simultaneamente.

 
Em abril, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) recomendou a adesão do Brasil ao Protocolo de Madrid. A proposta foi encaminhada para a Casa Civil da Presidência da República, que deverá enviar o texto para o Congresso Nacional. O tratado facilitará o registro de marcas nacionais no exterior. Por meio dele, será possível apresentar um só pedido para todos os países participantes, reduzindo custos e procedimentos. O protocolo já recebeu a adesão de 89 países, dentre eles os Estados Unidos, toda a União Europeia, China e Índia.

 
Com um reforço de pessoal, o INPI quer reduzir o tempo de análise de marcas e cumprir o que determina o protocolo. O acordo prevê prazo máximo de um ano e seis meses para a apreciação. Sem uma resposta após esse período, a marca é automaticamente concedida. Hoje, de acordo com o INPI, a demora é de, em média, dois anos. De acordo com advogados que atuam com propriedade industrial, entretanto, a espera pode chegar a três anos. “Com o atual número de examinadores, o INPI não está habilitado a atender às regras do protocolo”, diz o advogado Fabiano de Bem da Rocha, do Kasznar Leonardos.

 
Recentemente, o INPI contratou 15 examinadores, segundo a diretora substituta de marcas do INPI, Sílvia Rodrigues. E o órgão, hoje com 52 profissionais, poderá admitir ainda mais 90. As contratações estão garantidas por lei, editada em junho. É necessário, porém, que o Ministério do Planejamento autorize a realização de concurso público. “Com esse reforço, o órgão espera que em 2015 seja possível analisar uma requisição desse tipo em até nove meses”, afirma Sílvia.

 
Para o advogado Andrew John Bellingall, do Daniel Advogados, a adesão do Brasil ao acordo internacional seria benéfica e poderia incentivar as exportações. “O grande benefício para uma empresa brasileira seria a proteção de suas marcas em todos os países que desejar, de uma forma muito mais simples, rápida e barata”, diz.

 
Com o protocolo, uma empresa poderá formular apenas um pedido de registro de marca, e elencar, pelo site da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), os países nos quais gostaria que a requisição fosse analisada. Para advogados, o sistema tornaria muito mais fácil o processo de registro. “Hoje, é preciso contatar um escritório especializado em registros de marcas em cada um desses países”, diz o advogado Benny Spiewak, do Zancaner Costa, Bastos e Spiewak Advogados.

 
Enquanto discute-se a adesão do Brasil, o INPI tenta facilitar o registro de marcas e se adequar ao Protocolo de Madrid. Entre as medidas a serem adotadas está a implementação do sistema que possibilitará ao depositante pedir o registro de uma marca em mais de uma classe simultaneamente. O sistema, de acordo com a chefe do Serviço de Estudos e Projetos Especiais da Diretoria de Marcas do INPI, Elisângela Santos da Silva, começará a funcionar neste ano.

 
Hoje, as grandes marcas são registradas em diversas classes. A expressão Coca-Cola, por exemplo, é protegida em mais de 10 classes, que abrangem desde bebidas até instrumentos musicais e artigos feitos com couro.

 
Elisângela afirma que ainda não é possível saber se a mudança tornará o registro de marcas mais barato. Mas, segundo ela, “tende a reduzir” o tempo de análise dos pedidos de marcas. “Vai facilitar o acompanhamento, por ter só um número de pedido. E o INPI, em vez de cinco ou seis pedidos, vai analisar um só”, diz.

 
Outra mudança, ainda sem data para ser implementada, é a possibilidade de mais de um titular requerer o registro de uma marca. “Hoje não existe a possibilidade, por exemplo, de todos os integrantes de um grupo musical requererem uma marca. É preciso montar uma empresa ou um só depositar a marca”, afirma Elisângela.

 
Para o presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI), Luiz Henrique do Amaral, um dos problemas do INPI é a falta de autonomia orçamentária. “Os usuários do sistema [de propriedade industrial] pagam taxas, que são levadas para o caixa único do Tesouro. Depois é feito o orçamento da União, e essas taxas não voltam todas para o INPI”, diz Amaral.

 
A ABPI, segundo ele, irá propor ao governo federal a transformação do INPI em uma agência reguladora da área de propriedade industrial, que contaria com a participação da iniciativa privada. Com a mudança, o órgão também ficaria responsável pelos registros ligados à área de literatura, música, arquitetura e produção audiovisual. A possibilidade será discutida durante o 33º Congresso Internacional da Propriedade Intelectual, organizado pela ABPI, que será realizado neste mês.

 

Fonte: Senado

agosto 12th, 2013

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Apple pede registro para "Relógio Inteligente"

 


Das novas tecnologias que estão surgindo, a mais recente e nova aposta das principais marcas do mercado está sendo o “relógio inteligente”. No último post, tratamos do “Galaxy Gear”, o modelo do relógio que vem sendo desenvolvido pela marca Samsung.

Porém, a Apple não está ficando para trás. A marca apresentou no início de julho, um pedido para registrar o “iWatch” no Japão, segundo um escritório de patentes.

O pedido de registro de marca seria válido para computadores, computadores periféricos e relógios de pulso, disse um dos funcionários, que ainda acrescentou que o tempo necessário para o processo era indefinido.

O relógio se conectaria ao iPhone e poderia apresentar ligações telefônicas, atualizações de redes sociais, mensagens e previsão do tempo no pulso do usuário, segundo rumores.

Esses dispositivos “vestíveis” são considerados um nicho em potencial num momento em que smartphones como o iPhone e o Galaxy, da Samsung, estão perdendo a habilidade de impressionar consumidores e investidores.

Quais serão as próximas marcas a registrarem seus “relógios inteligente”? E quem irá lançar primeiro?

A única certeza é que, cada invento só será exclusivo da marca que obter o registro do produto de maneira adequada, o que fará com que sua comercialização aconteça de forma legal e bem sucedida!

Fonte: G1

agosto 7th, 2013

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IBM registra patente de piso touch

Por Alexandre Rodrigues

Editora Globo

Das telas de celulares e tablets, a tecnologia touch invadiu fogões, fornos e geladeiras. Mas um projeto de cientistas da companhia norte-americana IBM pretende levar o recurso a um patamar, digamos, mais baixo. O princípio está por trás do chão inteligente, nova patente registrada pela empresa nos Estados Unidos. O piso touch teria a capacidade de identificar uma situação de risco e disparar um alarme caso uma pessoa leve um tombo ou sofra um ataque cardíaco, por exemplo.

O projeto envolve uma espécie de filme que fica sob o piso dos cômodos e é ligado a centenas de sensores para diferenciar peso e formato de pessoas, animais e móveis, podendo monitorá-los. A forma como os donos da casa pisam e seus hábitos de locomoção (hora que chegam em casa, se costumam ir direto para a sala ou a cozinha, por exemplo) ficam guardados em um computador central e poderão ser comparados para verificar eventos que fujam ao padrão. Isso significa que, se um morador estiver caído ou deitado no piso por mais tempo do que o comum, o computador poderá acionar o serviço médico e parentes.

A comparação de padrões também poderá ser usada contra a invasão de estranhos. Se o chão identificar que a pisada não corresponde à dos moradores, poderá acionar a polícia. Isso tornaria o dispositivo menos vulnerável a alarmes falsos do que aparelhos comuns, disparados por sensores infravermelho ou de calor que apenas indicam presença. O chão ainda pode ser programado para ligar a televisão quando detecta que um morador entrou na sala e sentou no sofá, ou para monitorar se os filhos estão dando uma festa na casa na ausência dos pais, contando o número de pessoas no local. Por enquanto, a patente não faz parte dos novos projetos da IBM. “Ainda não sabemos quando ele será produzido”, diz Christopher Andrews, porta-voz da companhia.

Fonte: Revista Galileu

agosto 5th, 2013

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Monsanto consegue a patente do brócolis

Empresa patenteou variação obtida com cruzamentos e seleções naturais; ONG protesta e organiza abaixo-assinado

por Ana Freitas

 

Editora Globo

Empresa patenteou variação obtida com cruzamentos e seleções naturais (foto: Wikimedia Commons)

O Escritório Europeu de Patentes em Munique concedeu à francesa Monsanto no último dia de 16 de junho a patente do brócolis. Parece surreal, mas aconteceu: uma empresa chamada Seminis, cuja dona é a Monsanto, recebeu a patente EP 159765 do brócolis derivado de plantio convencional, derivado de cruzamento e seleção natural de vários tipos de brócolis, que pode acontecer de maneira induzida pelo ser humano ou mesmo naturalmente. A patente cobre as plantas, as sementes e a “cabeça cortada do brócolis”. A patente também descreve “uma pluralidade de tipos de brócolis… que crescem em plantios de brócolis.”

Se ficar com dúvidas, confira o documento completo da patente. É comum que empresas como a Monsanto, que entre outras coisas desenvolvem modificações genéticas para diversos tipos de plantas, patenteiem tipos especiais de determinada espécie, desenvolvidos em laboratório. Incomum é que essas empresas sejam capazes de patentear variações de determinado vegetal que foram obtidas somente de cruzamentos e seleções naturais em colheitas, como é o caso dessa vez.

A patente garante a Seminis a exclusividade no plantio dessa variação natural do brocólis. É como dar a alguém a patente de uma composição de água mineral específica, por exemplo. Anteriormente, o Parlamento Alemão e o Parlamento Europeu já tinha se manifestado contra a concessão de patentes do tipo, e na Europa, a ONG No Patents on Seeds! coletou mais de 2 milhões de assinaturas pela proibição de patentes de cruzamentos convencionais. A mesma ONG está organizando outro abaixo-assinado, contra essa patente em específico, e você pode assiná-la aqui.

O perigo, de acordo com a ONG, é que isso vire moda. De acordo com um documento da World Food Organisation, há uma tendência na indústria de biotecnologia de patentar cruzamentos convencionais de plantas para expandir os negócios. Segundo o relatório, as vendas de plantas do tipo, com patentes baseadas em cruzamentos naturais, vão aumentar de 700 milhões de dólares hoje para 3 bilhões de dólares em 2020.

 

agosto 2nd, 2013

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Fim de patentes impulsionará mercado da impressão 3D

Ao mesmo tempo em que novas empresas entram no mercado, modelo de produção caseira de objetos se populariza e traz novos questionamentos

por Murilo Roncolato

Editora Globo

Objetos fabricados pela Bhold: organizador de fios, cabide para pendurar objetos e copo para café (fotos: divulgação)

O movimento de criadores, ou makers, deve ganhar ainda mais gás em 2014. A previsão é feita com base no fim de algumas das patentes mais importantes no campo da impressão 3D. Até lá, mais competidores entram nesse mercado com suas impressoras e scanners (que copiam objetos reais e o transformam em bits, permitindo assim a sua cópia) ou oferecendo seus serviços de design ou de fabricação. Em jogo, está um mercado que unido deve passar dos 10 bilhões de dólares em 5 anos.

Dados apontam que o scan 3D deve avançar dos seus mais de 3 bilhões atualmente e chegar a 9,8 bilhões em 2018, enquanto o de impressão 3D deve bater os 6,5 bilhões em 2019. Todos esses números para dizer que o falatório do escritor e ativista digital Cory Doctorow, desde 2010, e a carimbada do escritor e ex-editor da Wired, Chris Anderson, quando cravou em artigo e posteriormente em livro que estávamos nos encaminhando para a próxima revolução industrial, talvez não se tratasse de mera especulação produzida por gente empolgada com novas tecnologias.

Tecnologias que permitissem a modelagem de objetos em três dimensões por impressoras já são desenvolvidas desde a década de 1980. Começou com Chuck Hull, posteriormente fundador da 3D Systems, autor do método de estereolitografia (SLA), usado hoje pela Formlab, no qual um laser solidifca o material descarregado pela máquina formando o objeto. Na Universidade do Texas, surgiu o SLS, método de sinterização na qual lasers fundem materias diferentes como vidro, metal e plástico. Por fim, o método FDM (Fused Deposition Modeling), patenteado por Scott Crump, fundador da Stratasys, que cria os objetos depositando termoplástico em camadas seguindo coordenadas X, Y, Z dadas por um software – é o utilizado pela brasileira Metamáquina.

As patentes registradas por Crump expiraram em 2009, ano em que “coincidentemente” começaram a surgir dezenas de startups (graças aos milhões que recebiam via crowdfunding, vide Pirate3D e a Formlab) como a MakerBot, fabricante da Thing-O-Matic e da Replicator, com o propósito de transformar impressoras 3D em máquinas pessoais, assim como a Apple fez com os computadores. A coisa deu tão certo que a Stratasys comprou a MakerBot por pouco mais de US$ 400 milhões no mês passado.

Em fevereiro do ano que vem, patentes relacionadas ao SLS também vão expirar. E é a expectativa de que mais uma explosão de modelos de impressoras ocorra, dessa vez ainda mais baratas e com resoluções ainda maiores, que tem animado a indústria nos últimos tempos.

Na esteira dessa indústria, surgem empresas que querem sentar na janelinha rumo a essa “nova revolução industrial”, na qual todos são criadores e os objetos de consumo são cada vez mais personalizados. No caso da impressora 3D, eles são desejados, idealizados (ou copiados a partir de scanners, como o Digitizer da MakerBot, que ainda está por vir), desenhados e produzidos. Entre essas etapas da cadeia, cabe muita gente. E é daí que estão surgindo serviços como a Bhold, entrando na disputa de um mercado que começou há alguns anos (como aShapeways, criada em 2007), mas ganha atenção agora.

Assim como Chris Anderson, que largou a Wired para fundar a sua própria fábrica de Drones – e incentivar o DIY, sigla que representa todo o movimento citado por ele, que significa “do it yourself”, ou “faça você mesmo” –, a fundadora da Bhold, Susan Taing, abandonou seu emprego no Google, como gerente de marketing e produtos, para se dedicar à “nova indústria”.

Fundada em abril de 2013, no bairro de Soho, em Nova York, a Bhold fabrica em 3D produtos sob demanda, apostando no design sofisticado em soluções diárias para esses “novos consumidores”. Susan usa o conceito de “design responsivo de produto” para ilustrar a forma de trabalho da empresa, oferecendo ao consumidor um produto idealizado por ele em um tempo mais curto do que a indústria tradicional. A expectativa é de que nos próximos anos, marcas e designers independentes sejam cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas.

À GALILEU, Susan disse que se jogou na indústria 3D por acreditar que o número de players, ou concorrentes, não chegou a um bom nível ainda. Após três meses estudando o mercado, entrou com o propósito de não ser uma mera entregadora de produto sob demanda, mas de dar mais importância ao design dos produtos, tirando proveito das possibilidades únicas permitidas pela impressora 3D.

Para Taing, a nova indústria não substituirá a tradicional, mas “definitivamente assumirá posições pequenas e importantes partes do processo de fabricação de produtos, resolvendo grandes ineficiências”. Empresas como a Bhold resolverão também um problemão não da indústria, mas de nós, consumidores. Afinal, quantos aí tem um designer em casa para chamar de seu?

“Atualmente ainda se faz necessário uma pessoa mais experiente para operar as impressoras, além de ter que possuir habilidades de software de modelagem para criar modelos originais em 3D”, diz Susan. “Mas já é extremamente fácil imprimir o que outros já criaram e disponibilizaram para download.”

O que Susan expõe é uma das grandes discussões desse novo momento. “Então eu posso fabricar o que eu quiser em casa apenas baixando o arquivo em 3D pela internet?” É… sim. É possível fazer o download de muitos projetos 3D compatíveis com softwares de impressoras disponíveis no mercado – o site mais popular da categoria talvez seja o Thingiverse. Além de baixar, com os scanners 3D será possível copiar qualquer coisa, inclusive armas, abrindo uma infinidade de discussões sérias sobre os perigos que vêm da tecnologia 3D.

Para Taing, olhando para o lado bom da coisa, 2013 será um ano “surpreendente” para quem gosta de ideia de scanners 3D de uso pessoal, além de softwares e aplicativos que devem colaborar para facilitar a modelagem 3D. Novos materiais e cores devem se tornar compatíveis, o que dará ainda mais qualidade para os objetos 3D. Além disso, a melhor notícia é que, se Susan estiver correta em suas previsões, os preços vão cair a níveis nunca vistos, inclusive no Brasil.

Fonte: Revista Galileu