agosto 31st, 2012

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Decisão sobre patentes acirra briga de gigantes do mercado de celulares


iPhone 4s e Galaxy Samsung: os dois aparelhos buscam a liderança no mercado de smartphones

A vitória em primeira instância da Apple sobre a Samsung pela violação de patentes de smartphones nos Estados Unidos acirrou a disputa pela liderança no mercado de celulares e tablets.
A expectativa é de que a decisão tenha impacto não só para as empresas envolvidas como também nos planos de outras gigantes do mercado, como Google e Microsoft, que também podem ter seus negócios afetados.

Em meio à possibilidade de que, com o veredito, produtos comecem a ser retirados do mercado, analistas já preveem um rearranjo do duelo entre as principais empresas do setor.

“Um ajuste nos próximos dias é inevitável, uma vez que o prejuízo pode ser maior do que o esperado pelo mercado, e há várias incertezas nesse jogo, como a possibilidade de uma proibição às vendas da Samsung”, afirma John Park, da consultoria Daishin Securities.

No final da semana passada, um tribunal da Califórnia considerou a Samsung culpada de ter violado inúmeras patentes da Apple, em especial aquelas relacionadas ao software e ao design dos produtos fabricados pela empresa fundada por Steve Jobs.

A fabricante sul-coreana informou que vair recorrer da sentença, pela qual teria de pagar US$ 1 bilhão (R$ 2 bilhões).

Google

Na prática, como muitos dos smartphones fabricados pela sul-coreana são equipados com o sistema operacional da Google, o Android, uma eventual proibição nas vendas poderia gerar um impacto sobre o faturamento da gigante de buscas.

Segundo dados da consultoria IDC (baseados em novos pedidos, e não em total de vendas), o Android respondeu por 68,1% do mercado global de smartphones entre abril e junho deste ano.

No mesmo período, o iOS, o sistema operacional da Apple, acumulou uma fatia de 16,9%, contra 5,4% do Windows Phone/Windows Mobile, da Microsoft.

Além disso, segundo analistas, a Apple, com quem a própria Google já trava outras disputas na esfera judicial, deverá usar a vitória sobre a Samsung como um precedente para tentar bloquear outros aparelhos que funcionam com a tecnologia Android e que violariam elementos de sua interface com o usuário, incluindo modelos não só da sul-coreana, como de outros fabricantes.

Ciente do possível impacto da decisão judicial no caso Apple-Samsumg, a Google informou, em comunicado, que espera que o processo não “limite” o acesso dos consumidores aos aparelhos dotados do sistema operacional Android.

“A indústria de dispositivos móveis está avançando rapidamente e todos os players – incluindo os mais novos – aproveitam-se de ideias concebidas décadas atrás para criar novos produtos”, diz o comunicado da Google.

“Nós trabalhamos com nossos parceiros para fornecer aos consumidores produtos inovadores e acessíveis, e não queremos que nada limite isso”, acrescenta a empresa.

Microsoft

Especialistas avaliam que a decisão judicial também pode encorajar outros fabricantes de smartphones a instalar o sistema operacional da Microsoft, o Windows Phone.

A vitória da Apple foi comemorada pelo diretor de marketing da Divisão de Windows Phone da Microsoft, Bill Cox.
Dell, HTC, Samsumg, LG e ZTE já criaram aparelhos baseados na tecnologia da Microsoft, mas apenas a finlandesa Nokia concentrou seus esforços no Windows Phone.

Para os analistas, a partir de agora a Microsoft passa a ter um “trunfo adicional” para convencer os fabricantes a adotarem a nova versão de seu sistema operacional.


Decisão judicial não afeta novo smartphone da Samsung, mas abrange versões antigas

“Acredito que a decisão forçará uma rearranjo nos produtos com tecnologia Android, uma vez que eles terão de ser readaptados para se conformar às patentes da Apple”, disse Rob Enderle, analista da consultoria de tecnologia Enderle Group.

“O resultado da batalha jurídica também confere uma excelente oportunidade às novas plataformas da Microsoft – Windows 8 e Windows Phone 8 – porque estão mais imunes a qualquer processo movido pela Apple”, acrescentou.

Apple X Android

A Apple indicou que buscará proibir a venda de 17 modelos de smartphones, como resultado da decisão judicial da semana passada.

A lista não inclui o principal smartphone vendido hoje pela Samsung, o Galaxy S3, mas abrange versões antigas do modelo.

A Apple também poderá usar o veredito para tentar suspender as vendas de outros modelos que, acredita, infrinjam suas patentes.

Durante o processo, a companhia fundada por Steve Jobs revelou que havia licenciado algumas de suas tecnologias para a Microsoft.

Seus advogados também mostraram imagens do Nokia Lumia – que funciona com o sistema operacional Windows Phone 7 – como um exemplo de um aparelho que não se assemelha aos seus.

A Apple também permanece envolvida em processos contra dois outros fabricantes de smartphones dotados de tecnologia Android, da Google: a Motorola – cuja divisão de dispositivos móveis foi comprada pela Google – e a taiwanesa HTC.

Impacto

Caso as patentes da Apple sejam mantidas na apelação, a Google pode recodificar o Android para garantir que não exista quebra de lei. Os fabricantes de aparelhos podem pagar à Apple por uma licença de uso.

Outra alternativa é, no fim, a Apple buscar um acordo com a Google para uso de patentes, apesar da promessa feita por Jobs de “destruir o Android”.

No decorrer do caso com a Samsung, a Google também entrou com um processo contra a Apple acusando a empresa de sete quebras de patentes – uma delas envolvendo o Siri, sistema de busca ativados por voz do iPhone.

Se a Google vencer, pode restringir as vendas dos produtos da Apple baseados no iOS, pressionando possivelmente a rival a aceitar um acordo.

Fonte: BBC

 



agosto 29th, 2012

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Histórico de briga de patentes revela encontro de Jobs com Samsung antes de ação judicial

Dan Levine e Poornima Gupta

Em agosto de 2010, poucos meses depois que a Samsung Electronics lançou seu celular inteligente Galaxy, uma equipe de advogados da Apple foi à Coreia do Sul.

Steve Jobs, o cofundador da companhia, morto em 2011, já havia dito a executivos da Samsung, em uma reunião semanas antes, que considerava o Galaxy S, baseado no sistema operacional Google Android, como cópia ilegal do iPhone. Mas dado o forte relacionamento de negócios entre as duas empresas –a Samsung é um dos principais fornecedores da Apple– uma solução negociada parecia provável.

Os advogados da Apple foram muito diretos. O segundo slide de sua apresentação afirmava que o Android havia sido criado para levar empresas a imitar o design e a estratégia de produto do iPhone.

Mas a reunião não correu bem, de acordo com uma pessoa que conhece bem o caso. Os advogados da Samsung se irritaram com a acusação de cópia, e mencionaram diversas patentes da empresa que alegaram estar sendo usadas pela Apple sem autorização.

A reunião revelou um desacordo fundamental entre as companhias e preparou o terreno para uma amarga disputa de patentes em múltiplos países, que resultou na sexta-feira no veredicto de que a Samsung violou patentes da Apple. O júri concedeu 1,05 bilhão de dólares em indenização à Apple, e o montante pode ser triplicado porque o júri considerou que a Samsung agiu deliberadamente.

A Samsung agora enfrenta uma dispendiosa proibição à venda de seus principais celulares inteligentes e tablets. As ações da Samsung –a maior empresa mundial de tecnologia por receita– caíram em mais de sete por cento nesta segunda-feira, no maior recuo percentual em quatro anos, o que reduziu em 12 bilhões de dólares a capitalização de mercado da empresa.

A Samsung anunciou que recorrerá da decisão, e as batalhas mundiais de patentes entre as companhias estão longe de acabar. Mas por enquanto, ao menos, a decisão de um caso que era visto como crucial promete reordenar o balanço competitivo do setor.

A vasta maioria dos processos de patentes são decididos por acordo antes de chegarem ao tribunal, especialmente entre concorrentes. Mas neste caso havia muito em jogo, e as empresas divergiam na interpretação de questões legais complexas.

Quando chegou o julgamento, os advogados da Samsung se equivocaram ao calcular que um veredicto em favor da Apple prejudicaria a livre concorrência no mercado. O júri, presidido por um homem que detém uma patente, se deixou convencer pelos apelos da Apple pela proteção à inovação. Para os jurados, não parece ter havido muita dúvida.

Um porta-voz da Samsung em Seul não quis comentar de imediato.

Fonte: UOL

 



agosto 25th, 2012

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Nem tudo é questão de preço

Pesquisa mostra que marca se tornou um atributo fundamental na decisão de compra do consumidor da nova classe média

JONAS FURTADO

Pesquisa feita pela consultoria GS&MD — Gouvêa de Souza aponta que dois em cada três consumidores que comparam atributos antes da compra examinam as marcas disponíveis antes de optar pelo produto ou o serviço a ser adquirido. O preço, é verdade, continua o principal fator de decisão: nove entre dez consumidores dizem ser este o item mais importante na hora do confronto entre as opções no ambiente de varejo.

Em estudos desta natureza e com este público feitos há dez anos, as marcas apareciam com muito menos importância, diz sócio sênior da GS&MD, Luiz Goés. “As pessoas entravam nas lojas onde tinham a possibilidade de conseguir crédito e escolhiam um produto que coubesse no bolso delas. Hoje já comparam os benefícios de cada uma das marcas”, avalia Góes. Segundo ele, isso é um indicador de que o mercado passa por um momento de transição, no qual o velho binômio produto-preço utilizado pela comunicação de varejo tem que migrar para um trinômio produto-preço-marca.

O cartão de crédito é um dos cinco principais serviços que a nova classe média estudada pela Gouvêa de Souza passou a consumir nos últimos dois anos. O vice-presidente de novos negócios da Mastercard para Brasil e Cone Sul, Alexandre Magnani, ressalta que o crescimento da participação do público nos negócios da empresa é vigoroso. “Hoje, praticamente um terço dos cartões que emitimos com a nossa bandeira são distribuídos por meio de varejistas, independentemente de parceria com bancos. Este produto está diretamente ligado à população de classe C”, relata.

Realizado em junho deste ano, na cidade de São Paulo, o estudo ouviu 360 consumidores, homens e mulheres, que migraram de classe social D/C2 para B2/C nos últimos cinco anos. Em 2007, 50% destes entrevistados pertenciam à classe D, 21%, à C2, e 29%, à C1. Atualmente, a metade deles está dentro da classe B2; 29%, na C1 e; 21%, na C2. “O desafio para as marcas e os comerciantes é aproveitar a presença do consumidor no ambiente de varejo e seduzi-lo a converter a atração em compra naquele momento, para a sua marca”, acredita Góes.

Este texto faz parte da reportagem especial Varejo, publicada nesta edição (nº 1523) de Meio & Mensagem

Fonte: Meio e Mensagem

 



agosto 23rd, 2012

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Samsung questiona patentes do iOS durante julgamento contra a Apple

Companhia sul-coreana apresentou tecnologias que geram dúvidas sobre a inovação presente em certos recursos do iOS.

Por Felipe Gugelmin

Na última segunda-feira (13), a Samsung apresentou evidências em seu julgamento contra a Apple que contestam algumas das patentes presentes no iOS. Para demonstrar que a empresa rival não havia criado conceitos como o “beliscão” usado para dar zoom em imagens, a companhia sul-coreana exibiu o aparelho DiamondTouch Tablet, desenvolvido pela Mitsubishi em 2001.

Entre os quesitos do aparelho que se destacam está o software Fractal Zoom, que permite a manipulação de imagens usando múltiplos dedos. Além disso, o sistema Tablecloth também foi citado pela empresa, devido a suas características que lembram muito o efeito de transição usado em dispositivos Apple que faz uma tela “saltar para trás” quando determinado limite é atingido.

Segundo a Samsung, a DiamondTouch podia ser acessada facilmente por qualquer pessoa que passasse pelo lobby do MERL, local em que o produto foi desenvolvido. O presidente do Circle 12 (companhia que detém os direitos sobre a tecnologia do aparelho), Adam Bogue, afirmou que a Apple chegou a assistir a uma demonstração do dispositivo em 2003, muito antes do lançamento de qualquer iPhone.

Resposta da Apple

No entanto, Bogue admitiu que o Fractal Zoom foi criado depois que a apresentação para a companhia de Cupertino havia sido realizada. Além disso, ele revelou que uma das primeiras versões do produto havia sido vendida para a firma de advocacia Quinn Emanuel Urquhart & Sulivan, representante legal da Samsung no julgamento — fato que fez com que os advogados da Apple entrassem com um pedido para que as evidências apresentadas fossem desconsideradas pelo tribunal. (mais…)

agosto 20th, 2012

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Apple, Samsung e Google se unem para comprar patentes da Kodak, diz jornal

Macworld / Reino Unido

Segundo WSJ, rivais juntam forças para evitar que direitos da empresa de fotografia sejam adquiridos por conglomerado que só compra patentes para uso em processos.

Apple, Google, HTC, LG e Samsung estariam unindo forças em uma tentativa de evitar que a “troll de patentes” Intellectual Ventures compre as patentes da Kodak, segundo informações do Wall Street Journal.

De acordo com o jornal norte-americano, o consórcio está indo contra a Intellectual Ventures, de Nathan Myhrvolds, na luta para adquirir os direitos de imagens da Kodak, que estão sendo oferecidos como parte de um processo de concordata da empresa de fotografia.

A Intellectual Ventures é a quinta maior proprietária de patentes dos EUA, e é conhecida por usar patentes adquiridas em processos por supostas violações contra outras empresas, que é a razão pela qual a Apple e as outras empresas citadas acima querem manter as patentes da Kodak longe das mãos da Intellectual Ventures.

Também indicado como licitante das patentes pelo WSJ está o RPX Corp, um grupo de empresas que também quer comprar as patentes para evitar receber processos por uma chamada “troll de patentes”.

A Kodak disse que ainda não decidiu para quem vai vender suas 1.100 patentes de fotografia digital, e que as negociações com os possíveis compradores ainda estão em andamento. No entanto, a companhia poderia decidir não vender as patentes se sentir que os lances não são altos o bastante.

A Kodak deu entrada no processo de falência em janeiro, e recebeu aprovação de cortes especializadas para seguir em frente com a venda de seu portfólio de patentes para imagens digitais em julho, apesar de a Apple ter alegado ser dona de algumas dessas patentes.

Fonte: IDG Now!

agosto 16th, 2012

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Tensão cresce no julgamento sobre patentes da Apple e Samsung

Por conta de discussões entre os advogados durante o julgamento, juíza Lucy Koh adota postura rígida e aplica constantes punições

Reuters

SAN JOSE – Era o final de uma longa semana no tribunal, na guerra jurídica entre a Apple e a Samsung sobre patentes, e John Quinn, o advogado da Samsung estava tentando impedir que seu adversário, Bill Lee, o advogado da Apple, exibisse um documento aos jurados.

Enquanto Quinn expunha seu argumento à juíza federal Lucy Koh, fez menção a uma liminar concedida pela juíza antes do início do julgamento, sob a qual as vendas de alguns produtos da Samsung nos Estados Unidos foram bloqueadas –tema que Koh proibiu que as partes mencionassem diante do júri.

“Isso foi impróprio”, disse a juíza Koh.

“Peço desculpas, meritíssima”, respondeu Quinn.

“Acho difícil acreditar que não tenha sido proposital”, a juíza rebateu.

Koh permitiu que o documento fosse incluído como prova, mas a advertência dela ao advogado ofereceu ao júri um vislumbre das tensões que fervilham sob os sofisticados argumentos jurídicos quanto a quem teria copiado ilegalmente a tecnologia do outro.

Quando o júri não está presente, os advogados da Samsung e da Apple trocam acusações de deslealdade, táticas indevidas de relações públicas e até mesmo manipulação de provas.

Quinn chegou a divulgar um nota para a imprensa sobre documentos que Koh não admitiu no caso, uma ação extraordinária que constitui desafio aberto à juíza e sugere que a estratégia que ele adotou é a de criar caos no tribunal. Quinn diz que sua intenção de maneira alguma era essa.

Os advogados de elite em geral exibem certa cortesia profissional durante seus casos, mas isso não vem acontecendo nesse julgamento. Uma exasperada Koh vem conduzindo o processo como uma diretora de escola ranzinza, com broncas constantes e punições como a redução do tempo de que os advogados dispõem para apresentar provas caso eles provoquem discussões supérfluas.

O julgamento, que determinará se a Samsung violou patentes da Apple ao criar smartphones e tablets que concorrem com os produtos da companhia norte-americana, está completando sua segunda semana e deve se estender até o final de agosto. Apesar de ter tomado algumas decisões importantes contra a Samsung antes do julgamento, no tribunal Koh não vem oferecendo ao júri sinais sobre que lado ela favorece.

Em lugar disso, Koh, de 44 anos, indicada para o posto pelo presidente Barack Obama, parece estar indicando que, se os dois lados se comportassem como adultos e agissem racionalmente em defesa de seus interesses, em lugar de trocar farpas, não haveria julgamento.

Fonte: IG

 



agosto 13th, 2012

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Samsung registra patente de celular que emite "alertas cheirosos"

Conceito não é o primeiro do gênero criado pela empresa.

Por Leonardo Müller


Aparelho é capaz de “fazer você cheirar” o que está acontecendo (Fonte da imagem: Reprodução/USPTO)

Existem alguns modelos pitorescos de telefones celulares que podem carregar perfume ou emitir odores de alguma forma. Um exemplo é o Fujitso F-022, que conta com “capacidades olfativas”, entre outras funções. A Samsung pareceu gostar da ideia e criou outra patente que detalha um smartphone capaz de emitir aromas como alertas — um registro anterior trazia um aparelho com perfume de verdade.

Desse modo, quando a sua bateria estiver carregada ou a pessoa amada fizer uma chamada para você, é possível não apenas ouvir e ver como também “sentir o cheiro das ligações”. Ainda assim, o modelo é um simples arquivo no registo de patentes que não deve ser utilizado por algum tempo.

Fonte: Engadget e USPTO

Fonte: Tecmundo



agosto 10th, 2012

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Por que há tantas brigas por patentes no mundo da tecnologia?

Longo tempo de vida do produto e busca pela inovação forçam empresas a se protegerem com unhas e dentes

Stephanie Kohn

A disputa de patentes entre Apple e Samsung gerou questionamentos. O primeiro deles é entender por que nos Estados Unidos acontecem tantas brigas como esta, especialmente na área de tecnologia.

O motivo é simples, segundo Julio Guidi, advogado especialista em marcas e patentes. O processo de registro de patentes nos EUA é muito mais simples que na maioria dos países. O INPI norte-americano, chamado de USPTO (U.S. Patent and Trademark Office), não faz análises aprofundadas para conceder proteções pois prefere agilizar os processos e, com isso, incentivar a criação no país.

De acordo com Guidi, a política norte-americana se baseia na seguinte ideia: concedemos a patente a quase todos. Aqueles que se sentirem prejudicados, devem recorrer à Justiça. “Pelo fato de a Justiça norte-americana ser mais rápida, o USPTO acha melhor oferecer proteções à maioria e contar que somente alguns terão problemas. Quem não concordar com algo, deve tentar resolver com outras pessoas”, comenta.

O grau de proteção de patentes na área de tecnologia não é maior em relação aos demais segmentos. Mas, diferente de outros mercados, como o do automobilismo, por exemplo, no mundo tecnológico são poucas as empresas que concordam com o “Código de mercado”. O advogado explica que trata-se de um código em que as empresas concordam em ter seu design copiado por suas concorrentes e, por isso, nem se preocupam tanto em registrar suas ideias.

“Na moda, é difícil pedirem proteção de algo pois o design que se cria é muito efêmero. Se a empresa desenvolve um produto que muda muito rápido, como é o caso dos carros, que a cada ano lançam novos modelos, não existe preocupação com a cópia. Todos acabam criando coisas parecidas e formam o tal ‘código de mercado’. Todos seguem a tendência de design do momento”, diz.

No caso da Apple, o empenho é justamente contra esta homogeneidade. O iPhone, apesar de mudar a cada ano, mantém os principais detalhes desde seu lançamento, em 2007. Portanto, Guidi afirma que a empresa da maçã está brigando para proteger sua criação e manter seu status de original. A Apple não quer lançar tendência para o mercado copiar; ela quer ser única.

“Mesmo que a companhia não tenha patenteado seu design, se ela não quiser que se estabeleça este código de mercado, ela pode processar seus concorrentes. Na maioria das vezes elas alegam que ao existir muitos produtos iguais, perdem a capacidade de distinção. Neste caso é possível alegar que os itens concorrentes podem confundir os consumidores na hora da compra e isso pode ser considerado uma concorrência desleal”, ressalta.

No caso dos softwares, a briga pelas patentes é ainda mais acirrada. O que está em jogo neste caso não é somente o visual dos produtos, mas toda tecnologia por trás dos aparelhos. Entre os 50 processos envolvendo Apple e Samsung, ambas também se atacaram no quesito tecnologia.

A Apple começou a batalha em abril de 2011 ao entrar com quatro processos de patentes contra a Samsung na área de design e mais dois por quebra de patentes de aparência. A partir daí, a sul-coreana revidou, alegando que a Apple violou cinco de suas patentes relacionadas à tecnologia.

No entanto, o Android, sistema operacional do Google que roda nos aparelhos da Samsung, também está na mira da Apple e até da Microsoft. Assim, no duelo das gigantes da mobilidade, não há trégua em nenhum aspecto, seja na aparência do hardware ou nas funcionalidades do software.

Mais uma vez, a pergunta que fica é: quem sairá com a razão? Agora que você sabe um pouco mais sobre esta história, que tal opinar? Deixe seu comentário abaixo e continue acompanhando nossa série especial sobre o julgamento decisivo envolvendo as companhias.

Para entender toda a briga entre Apple e Samsung, clique aqui. Também aproveite e saiba como se dão as disputas por patentes, lendo esta matéria exclusiva.

Fonte: Olhar Digital

agosto 7th, 2012

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BRIGA DE MARCAS ALERTA EMPRESÁRIOS

Recentemente o Banco Itaú teve que comprar a marca (aquele i característico do banco) de uma outra empresa, que já havia feito o registro da mesma. A Rede Globo mudou o nome da novela das oito de “Dinastia” para “Senhora do Destino” porque o primeiro já havia sido registrado por outra pessoa.

Maizena e Arisco brigam na Justiça porque esta última lançou um amido de milho que a embalagem é amarela e as letras pretas (o que lembra a caixa da Maizena). A Bonyplus está na Justiça contra a Garnier porque um produto desta empresa (o shampoo Fructis) tem o nome parecido com a da Bonyplus (shampu Fructals) além da embalagem ser bem parecida.

Casos de brigas de grandes empresas são o que são falta quando o assunto é registro de marcas e patentes. Registrar a marca é a única forma de protegê-la legalmente contra prováveis copiadores. Apesar da importância do registro, só 7% dos empresários brasileiros registram sua marca no Instituto Nacional de Propriedade Industrial. “Não basta ter a empresa registrada na Junta Comercial, é preciso fazer o registro no INPI para impossibilitar a concorrência desleal, a pirataria da sua marca ou até o roubo da sua marca”, alerta Vasco Coelho, diretor da Brasil Sul, empresa especializada em registro de marcas e patentes.

Com o passar do tempo, a marca passa a ser o referencial da qualidade daquele produto ou serviço. Estatísticas de 2003 revelam que entram no INPI cerca de 35 milhões de marcas por ano. Dessas, apenas 30 % conseguem o registro. Vasco explica que muitos empresários não conseguem registrar sua marca porque a documentação não está correta ou porque chegaram tarde e outra empresa já registrou a marca na frente.

Conscientização

O diretor da Brasil Sul considera o registro da marca o maior patrimônio que uma empresa possui. Ele lamenta que a maioria dos empresários está mais preocupada e ganhar dinheiro e, posteriormente, quando vai registrar a marca é mais caro ou tarde demais.

A Argentina é um país que está dando problemas porque não está cumprindo o chamado “Tratado de Respeitabilidade”. Por esse tratado, se uma empresa de fora tenta entrar em algum país, e se neste país alguém já registrou a marca daquela empresa, o registro que essa pessoa fez pode ser derrubado, se for comprovada má intenção, e ela ainda pode ter que pagar indenização para a empresa.

Conhecidas empresas brasileiras, ao entrarem naquele país, tiveram que comprar a própria marca, que estava registrada no nome de outra pessoa.

“É importante o empresário estar atento e registrar sua marca não só no Brasil, como no mundo inteiro”, finaliza Vasco.

Fonte: O Estado do Paraná

agosto 2nd, 2012

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Apple tenta proteger marca App Store

Companhia pode processar Amazon por uso de nome semelhante ao da sua loja de aplicativos

Mais uma vez, a Apple está considerando agir judicialmente contra uma rival, desta vez para proteger o nome da sua loja de aplicativos, a pioneira App Store.

A iniciativa se dá principalmente por causa do crescimento da Amazon na área móvel. Incentivada pelo sucesso do Kindle Fire, a megastore espera lançar novas versões do tablet e possivelmente até um smartphone, além de reforçar a imagem da sua ‘Amazon App Store’.

Como a Apple praticamente lançou a economia dos aplicativos com o lançamento do iPhone e do próprio conceito de smartphone, o nome App Store vem sendo considerado genérico pelas companhias que decidiram apostar no nicho e foi adotado por diversas marcas nos seus próprios sistemas de disponibilização de softwares.

A marca norte-americana alega, no entanto, que isso pode levar a uma confusão por parte dos consumidores, e por isso é provável que ela aja judicialmente contra as companhias que adotam o termo.

A primeira ação judicial para proibir o uso da marca foi feita em março de 2011, quando o nome ainda era Amazon Appstore for Android. Mas agora a companhia do Vale do Silício alega que a Amazon App Store omitiu o complemento ‘for Android’ para conscientemente induzir os consumidores a uma confusão com a loja da Apple.

Enquanto isso, a Apple tenta conseguir o registro de copyright da marca App Store nos Estados Unidos – em um processo que já foi contestado pela Microsoft e que ainda está sendo decidido – e também na Europa.

A companhia tem ganhado notoriedade por enquadrar os seus concorrentes na corte e tentar usar ações legais para impedir que eles consigam ganhar espaço nas áreas que a Apple é forte, principalmente na produção de smartphones e tablets. O alvo favorito é a Samsung, que já teve a venda de tablets proibida nos Estados Unidos e Europa.

Fonte: Olhar Digital